Por: Paula Vieira

CORREIO CARIOCA | Após determinação do STJ, Oruam pode ser preso novamente

O cantor Oruam é filho do chefe do Comando Vermelho, Marcinho VP | Foto: Reprodução/YouTube

O ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, determinou, nesta terça (3), que o rapper Oruam volte para a cadeia. A decisão ocorre após o magistrado revogar o habeas corpus que autorizou o cantor a deixar a prisão em setembro, monitorado por tornozeleira. A medida foi tomada devido a 28 interrupções de sinal do aparelho em 43 dias.

TJRJ aponta violação

Após a decisão do STJ, Oruam, que é investigado por associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça e lesão corporal, teve sua prisão preventiva determinada pelo TJRJ, por meio da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal. A magistrada aponta violação do recolhimento domiciliar entre novembro e dezembro do ano passado.

Relembre o caso

Segundo a Polícia Civil, em 21 de julho de 2025, Oruam tentou impedir o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra um adolescente de 17 anos, apontado como segurança do Comando Vermelho. O menor estava na casa do rapper, que teria atirado pedras nos agentes. No dia seguinte, Oruam se entregou na Cidpol.

Preso, ex-presidente do RioPrevidência virá para a capital

Preso pela PF e PRF nesta terça (3), o ex-presidente do RioPrevidência, Deivis Antunes, foi de Guarulhos para Volta Redonda e virá para o Rio. Ele foi detido em Itatiaia por suspeita de gestão fraudulenta e corrupção. As investigações apuram nove aportes de R$ 970 milhões no Banco Master, pondo em risco 235 mil pensões dos servidores.

Racista argentina é denunciada pelo MPRJ

O MPRJ denunciou, nesta segunda-feira (2), a argentina Agostina Paez por racismo contra quatro funcionários de um bar em Ipanema. O órgão pediu a prisão preventiva da turista, que teve o passaporte retido e usará tornozeleira eletrônica. A denúncia destaca que ela ofendeu as vítimas após discordar do valor da conta.

Crime prevê de 2 a 5 anos de prisão

A argentina chamou um funcionário de "negro", em contexto ofensivo, e a caixa de "mono" (macaco), além de imitar o animal. A Promotoria rejeitou a versão de 'brincadeira', citando câmeras e relatos de testemunhas. Segundo a denúncia, Agostina praticou mais ofensas racistas fora do bar. O crime prevê de 2 a 5 anos de prisão.