O presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), esteve na Cidade da Polícia, na Zona Norte, nesta terça-feira (3), para agradecer o trabalho das forças de segurança que efetuaram prisões e impediram atentados com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov na tarde de segunda (21), no Centro do Rio. Três criminosos foram detidos. Desde o ocorrido, o policiamento segue reforçado em diversos pontos da capital, incluindo o entorno da Alerj, apontada como um dos alvos do grupo.
Em conversa com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, o deputado destacou a atuação dos profissionais envolvidos na ação que reprimiu o que a segurança pública do Rio de Janeiro denomina como "ataque terrorista". Delaroli enfatizou a eficácia da ação, apontando que o trabalho dos agentes preservou vidas, além de proteger a democracia.
"Eu vim agradecer ao Dr. Felipe Curi e todo trabalho da delegacia especializada, que fizeram cessar essa tentativa de agressão e impediram uma tragédia acontecer. Agora sabemos quem são os elementos, o que estavam pensando", destacou Delaroli.
O deputado Márcio Gualberto (PL), presidente da Comissão de Segurança da Alerj, também participou do encontro.
Investigações da Operação Break Chain seguem em andamento
A "Operação Break Chain" deflagrada por policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) aconteceu após um trabalho de inteligência que identificou grupos de mensagens e páginas em redes sociais criadas com o objetivo de organizar manifestações antidemocráticas, que aconteceriam em diversos estados do Brasil. No Rio de Janeiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na capital, Região Metropolitana e no interior.
Denominado como "Geração Z", o grupo estimulava ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos. A Polícia Civil aponta que a intenção era provocar pânico e caos social. Inicialmente a ação cumpriria quatro medidas cautelares, mas 13 outros envolvidos foram identificados, totalizando 17 mandados de busca e apreensão.
Os alvos são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. Os agentes afirmam que todos são participantes ou administradores de grupos vinculados ao Rio, que incentivavam a prática de atos violentos por meio de ações planejadas, incluindo orientações para criações de bombas caseiras e a escolha de um local sensível no cenário político fluminense. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos.