A Prefeitura do Rio, por meio da RioFilme, abriu oficialmente as inscrições para a primeira etapa do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca. O anúncio marca o primeiro grande aporte do ano, que destinará R$ 5,3 milhões para projetos audiovisuais e R$ 1,5 milhão para o estratégico setor de jogos eletrônicos. Com foco na democratização do acesso, o programa busca contemplar desde produtores de curtas até festivais.
Os editais integram a categoria não reembolsável e têm seus recursos provenientes da parceria com o Ministério da Cultura do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). As inscrições poderão ser realizadas pelo site da RioFilme, na área de Editais, e seguem abertas até o dia 22 de fevereiro.
O montante destinado ao audiovisual será distribuído em quatro frentes principais. A maior parcela, de R$ 2,5 milhões, será voltada para a produção de mostras e festivais. Outros R$ 1,5 milhão serão investidos em ações locais de cineclubes, enquanto a produção de curtas-metragens ou webséries contará com R$ 1 milhão. Por fim, R$ 300 mil serão reservados para apoiar a presença de obras cariocas em mercados e festivais internacionais, garantindo visibilidade global ao talento do Rio de Janeiro.
No campo digital, O edital de games se encontra na etapa de Consulta Pública, que está disponível para as contribuições do setor no site da RioFilme até o dia 26 deste mês. A proposta é investir R$ 1,5 milhão no desenvolvimento de protótipos jogáveis, produção de games e estratégias de distribuição.
Para Lucas Padilha, secretário de Cultura, a conexão entre Governo Federal e a cultura dos municípios é um grande legado. "Esse repasse nos permite começar o ano lançando um edital que vai impulsionar projetos essenciais ao fortalecimento do setor audiovisual", afirmou. Já Leonardo Edde, presidente da RioFilme, enfatizou: "Nosso foco é transformar fomento em resultado mensurável: mais produção, mais difusão, mais formação de público e mais diversidade, com o território como motor de pertencimento, autoestima e desenvolvimento".
Este movimento sucede um 2025 histórico. No ano passado, a RioFilme geriu R$ 138,3 milhões, recorde absoluto fruto de acordos com a Ancine e o FSA. Diferente dos editais anteriores, que eram reembolsáveis, a safra de 2026 aposta no fomento direto. O objetivo é manter o Rio como a capital da economia criativa, assegurando suporte em todas as etapas da cadeia produtiva.