Por: POR PAULA VIEIRA

Serra do Inhoaíba conta com drones para reflorestamento

Iniciativa integra o plano para mitigar ondas de calor | Foto: SMAC

A Serra do Inhoaíba tornou-se o centro de uma operação tecnológica para acelerar a recuperação da Mata Atlântica na Zona Oeste. Com o uso de drones, a Secretaria de Meio Ambiente e Clima dispersou, na última semana, sementes de 21 espécies nativas, como Ipê e Aroeira, em uma área de 5.000 m².

A estratégia, que utiliza o suporte da empresa Morfo, se diferencia por sua eficiência operacional. Com apenas dois técnicos especialistas no controle de drones, é possível plantar até 20 hectares diariamente. O objetivo do uso da tecnologia é combater as ilhas de calor, preservar a mata nativa e ampliar as florestas urbanas, além de promover o plantio em áreas de difícil acesso.

Plantio de 500 mil árvores até 2028

O uso de drones é um impulso a mais para o compromisso do Rio em atingir a marca de 500 mil novas árvores até 2028, pelo programas Refloresta Rio e Planta Mais Rio. Para garantir que as sementes prosperem, o projeto conta com o Mutirão Reflorestamento, que prepara o solo e monitora o crescimento da vegetação. Todo o processo será divulgado em um painel digital, permitindo que a população acompanhe os resultados dos plantios.

Acordo judicial

O Ministério Público do Rio, via 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Meio Ambiente da Capital, fechou um acordo de R$ 2 milhões com a Novasoc Comercial. O montante visa reparar danos ambientais na Lagoa da Tijuca, causados pelo despejo de esgoto sem tratamento por um antigo hipermercado na Barra da Tijuca.

Despejo de esgoto

As investigações do MPRJ apontaram que o estabelecimento, localizado na Av. das Américas, nº 1.150, operava uma estação de tratamento irregular e sem licenciamento. A decisão de indenizar o sistema lagunar de Jacarepaguá encerra uma ação civil pública que tramitava desde 2010, após confirmação da condenação judicial.

Destino de recursos

Segundo o MPRJ, a indenização será integralmente destinada ao Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano, o FECAM. O cálculo do valor foi definido por meio de laudos técnicos do GATE/MPRJ e estudos da própria empresa, garantindo que o recurso seja usado na recuperação ambiental.