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Saúde combate à dengue em 15 bairros

Ações de prevenção contra a dengue nos bairros do Rio | Foto: Fabio Motta / Prefeitura do Rio

Nesta semana, a prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza uma série de ações de prevenção às arboviroses, que se tratam de doenças como dengue, zika, chikunguya. Também estão previstas intervenções de controle vetorial em 15 bairros da capital, envolvendo as zonas Sudoeste, Oeste, Norte e Sul. De acordo com a SMS, a execução do planejamento integra a estratégia 'SVS na Rua', que busca intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti nos meses com maior registro de incidência das doenças causadas pelo vetor.

Nesta quarta-feira (7), o SVS na Rua acontece nos bairros Taquara, Freguesia, Cosmos e Campo Grande. Na quinta-feira (8), recebem a ação os bairros da Lapa, Lagoa, Cordovil, Grajaú, Todos os Sanos, Marechal Hermes, Vicente de Carvalho, Senador Camará, Campo Grande, Guaratiba, Santa Cruz, encerrando com Sepetiba.

Durante o ano de 2025, até o dia 27 de dezembro, foram realizadas 12.450.732 visitas a imóveis para prevenção e controle do Aedes aegypti. No mesmo período, 1.665.742 recipientes propensos a se tornarem criadouros de mosquitos foram eliminados ou tratados. No ano anterior, a SMS contabilizou 11,6 milhões de vistorias, com eliminação de mais de 1,8 milhão de recipientes.

Conforme apontado pelo Ministério da Saúde, o número de casos de dengue cresce no verão devido ao aumento das chuvas, que resultam no acúmulo de água, somado ao calor intenso. A junção dos fatores tornam recipientes expostos locais propícios para fêmeas colocarem ovos, que eclodem e dão origem a milhares de novos mosquitos.

Para evitar a proliferação, é fundamental que os moradores adotem medidas de prevenção, como a limpeza de quintais para evitar água empoçada, limpeza de vasos de plantas e calhas, além da vedação de caixas d'água.

Em artigo, o Instituto Butantan aponta as particularidades de cada doença. A dengue apresenta febre alta (40ºC), que está sempre presente, fadiga, dor abdominal e desidratação, podendo levar a um quadro grave de hemorragia. No caso da chikungunha, a febre é mais baixa, mas dores articulares são os principais indícios, podendo se tornar sequelas. A zika causa febre baixa, manchas vermelhas e coceira pelo corpo. Neste caso, a maior preocupação é a possibilidade de microcefalia em bebês de mães infectadas durante a gestação.

No Rio de Janeiro, os postos da SMS aplicam a vacina contra a dengue em duas doses, com intervalo de três meses. A ampliação da cobertura é fundamental para evitar surtos da doença. A Secretaria também realiza ações educativas e de mobilização social para orientar a população, que pode pedir vistorias ou denunciar possíveis focos pela Central 1746.