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5 milhões de pessoas devem participar do Réveillon no Rio

O show de fogos da virada deste ano em Copacabana contará com reforço de drones | Foto: Gabriel Monteiro/Riotur

Por Paula Vieira

O Réveillon 2026 no Rio de Janeiro voltará as atenções para a grande festa já consolidada como um dos maiores eventos do calendário turístico mundial. Estudo da Prefeitura do Rio estima que a virada do ano poderá movimentar R$ 3,34 bilhões na economia da cidade, valor 6% superior ao registrado na passagem de 2024 para 2025. A projeção consta no levantamento "Réveillon em Dados", elaborado pela Riotur, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Instituto Fundação João Goulart.

5 milhões de pessoas

A expectativa é de que mais de cinco milhões de pessoas participem das celebrações espalhadas pelo município. Somente Copacabana deve concentrar cerca de metade desse público, reunindo aproximadamente 2,5 milhões de cariocas e turistas. A movimentação envolve setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio e serviços, impulsionados pelo aumento da circulação de visitantes.

"O Revéillon é uma festa consolidada na cidade, que impulsiona a economia carioca, atraindo turistas de todos os lugares. É um evento fundamental para o Rio, pois já entramos no novo ano com uma acentuada movimentação econômica, inferior apenas ao Carnaval", afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima.

Para viabilizar a estrutura do evento, a Riotur autorizou o repasse de R$ 21,5 milhões à empresa SRCOM, responsável pela organização da festa. O valor inclui R$ 15,2 milhões previstos em contrato e um acréscimo de R$ 6,33 milhões. A empresa, comandada pelo cenógrafo Abel Gomes, atua há quase duas décadas à frente da virada do ano carioca e seguirá responsável pela produção por mais três edições.

O Réveillon 2026 contará com 12 palcos distribuídos pela cidade. Em Copacabana, principal vitrine da festa, estão previstas três áreas de shows, com apresentações de artistas como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, João Gomes, Iza, Belo e Alok. A queima de fogos terá duração de 12 minutos, com disparos a partir de dez balsas, além de um espetáculo inédito com drones.

"O Réveillon do Rio é muito mais do que a maior virada do mundo. A análise evidencia sua relevância como indutor da atividade econômica, com efeitos diretos sobre setores como hospedagem, alimentação, transporte e serviços", destacou o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.

Além da orla de Copacabana, a programação inclui ações descentralizadas. A Riotur também autorizou o repasse de R$ 600 mil ao HotéisRIO para a realização de queima de fogos em hotéis da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes. O espetáculo terá duração de oito minutos em 12 pontos, iluminando o céu para mais de 500 mil moradores e visitantes da região.

"Essa diversidade de opções fortalece o turismo e reafirma o Rio como referência mundial no réveillon, consolidando a cidade, por meio do trabalho da Riotur, como um destino cada vez mais atrativo para turistas nacionais e internacionais", afirmou Fellows.

Transparência e planejamento

Para a Prefeitura, a divulgação dos dados reforça o compromisso com transparência e planejamento. "O Reveillon do Rio é uma marca da cidade. Ao apresentarmos dados e estudos de impacto sobre como um evento deste porte é importante para a cidade, mostramos ao cidadão evidências de gestão e transparência com o uso dos recursos", disse Rafaela Bastos, presidente do Instituto Fundação João Goulart.

Os dados completos do estudo sobre o impacto da festa na economia carioca podem ser acessados no Observatório Econômico do Rio, no site da Riotur e na plataforma Repertório.