Em sua primeira manifestação pública em vídeo após ter viajado para os Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detalhou as razões que o levaram a deixar o Brasil logo após o encerramento do processo eleitoral. Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada diante do avanço de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), as quais considerou arbitrárias e desproporcionais.
Flávio relatou que foi notificado por agentes da Polícia Federal sobre a determinação do ministro Alexandre de Moraes que ordenava o recolhimento de seus passaportes e impunha a proibição de saída do território nacional. De acordo com o senador, a permanência no país inviabilizaria sua atuação pública e política.
"Não saí do Brasil, saí pelo Brasil", declarou o senador durante a transmissão, argumentando que a mudança para o exterior tem como objetivo assegurar a continuidade da liderança de seu grupo político sem restrições de comunicação.
Articulação e projeções eleitorais
Apesar do encerramento recente da disputa presidencial, Flávio sustentou que não pretende aguardar o término regular do próximo mandato para retornar às urnas.
Durante a transmissão, o parlamentar indicou que trabalha com o cenário de nova disputa em prazo inferior aos quatro anos regimentais, alegando que o contexto político e econômico do país exigirá novos pleitos.
No cenário parlamentar, o senador declarou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) na disputa pelo comando do Senado Federal. A movimentação busca reorganizar a bancada de oposição e manter coesão no Congresso Nacional enquanto o parlamentar permanece estabelecido em solo norte-americano.
Bastidores judiciais e operacionais
A saída de Flávio Bolsonaro ocorreu no início da semana, após articulações operacionais que envolveram deslocamentos terrestres até a fronteira e posterior embarque rumo a Miami. Aliados do parlamentar afirmam que o plano de deixar o país foi traçado em curto espaço de tempo, priorizando a manutenção de canais abertos com bases apoiadoras e interlocutores internacionais.
O STF e as demais instâncias judiciais acompanham o desdobramento das declarações e o status do cumprimento das medidas cautelares aplicadas ao parlamentar.
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