O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que os fatos relacionados à chamada "crise Master" são graves, estão sendo apurados e serão tratados de acordo com a Constituição Federal.
A declaração ocorre após a divulgação, nesta semana, de informações sobre relações do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master, com ministros do STF e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo Fachin, a gravidade dos fatos tornados públicos não justifica a adoção de medidas que desrespeitem as regras jurídicas.
"A gravidade dos fatos não autoriza atalhos", afirmou o presidente do STF.
Fachin também ressaltou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que as instituições devem atuar dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
O ministro afirmou ainda que a resposta aos acontecimentos deve respeitar o devido processo legal e as garantias constitucionais. Segundo ele, os fatos estão em apuração e a Corte não pode agir de forma precipitada.
Metas da gestão
Durante a declaração, Fachin também apresentou algumas das prioridades de sua gestão à frente do Supremo.
Entre as metas está o encerramento do chamado "inquérito das fake news", que tramita há cerca de sete anos no STF.
O ministro também citou a adoção de um código de conduta para magistrados como uma das medidas previstas para sua gestão.
As declarações de Fachin ocorrem em um momento de aumento da tensão dentro do Supremo em razão dos desdobramentos do caso Banco Master e da divulgação de mensagens e informações envolvendo autoridades da Corte.
O presidente do STF defendeu que os episódios sejam enfrentados pelas instituições dentro das regras constitucionais, sem exceções ou medidas fora do devido processo legal.
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