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Quaest: Lula lidera com 37%; Flávio tem 29% e Cury chega a 10%

Pesquisa mostra crescimento de Augusto Cury entre eleitores independentes; Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados no 2º turno

Quaest: Lula lidera com 37%; Flávio tem 29% e Cury chega a 10%
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), o desempenho de Cury é impulsionado principalmente pelos eleitores independentes Crédito: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da corrida presidencial, com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 29%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) chega a 10% e ocupa a terceira posição.

Na sequência, Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada. Samara Martins (UP) também aparece com 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela Globo.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), o desempenho de Cury é impulsionado principalmente pelos eleitores independentes. Nesse grupo, o candidato do Avante chega a 24% e fica numericamente à frente de Lula.

Intenção de voto no 1º turno

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados foram:

  • Lula (PT): 37%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 29%
  • Augusto Cury (Avante): 10%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
  • Wilson Grassi (Democrata): 0%
  • Clariana Barão (DC): 0%
  • Edmilson Costa (PCB): 0%
  • Hertz Dias (PSTU): 0%
  • Indecisos: 11%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 7%

O cenário não inclui Pablo Marçal (PRTB).

Os números não são totalmente comparáveis aos da pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto, porque houve mudança no candidato do PRTB. Naquele levantamento, Leonardo Avalanche aparecia como candidato do partido. Marçal assumiu a vaga e registrou sua candidatura no último dia do prazo, em 15 de agosto.

A candidatura de Marçal ainda é alvo de análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá decidir se ele poderá ou não disputar a eleição.

Cenário com Pablo Marçal

Quando Pablo Marçal é incluído na lista de candidatos, Lula aparece com 37%, Flávio Bolsonaro tem 30% e Augusto Cury, 10%.

  • Lula (PT): 37%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 30%
  • Augusto Cury (Avante): 10%
  • Renan Santos (Missão): 3%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1%
  • Pablo Marçal (PRTB): 1%
  • Romeu Zema (Novo): 1%
  • Samara Martins (UP): 0%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
  • Clariana Barão (DC): 0%
  • Wilson Grassi (Democrata): 0%
  • Edmilson Costa (PCB): 0%
  • Hertz Dias (PSTU): 0%
  • Indecisos: 10%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 7%

Voto está mais consolidado

A pesquisa também avaliou o grau de definição do eleitorado. Para 71% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva. Outros 29% afirmam que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro.

Lula apresenta o maior índice de consolidação entre os principais candidatos, com 80% dos seus eleitores afirmando que não pretendem mudar de escolha. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 75%.

Entre os eleitores de Augusto Cury, 52% consideram o voto definitivo, enquanto 48% ainda admitem mudar de candidato.

A possibilidade de mudança é ainda maior entre os eleitores de Renan Santos: 57% dizem que podem trocar de candidato. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 58% também afirmam que ainda podem mudar de escolha.

Pesquisa espontânea

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 28% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20%.

Augusto Cury registra 4%. Outros candidatos somados têm 4%.

O percentual de eleitores que ainda não sabe em quem votar chega a 42%, enquanto 2% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão votar.

Rejeição

A Quaest também perguntou aos entrevistados se conhecem cada candidato e se votariam ou não nele.

Flávio Bolsonaro apresenta o maior índice de rejeição, com 55% dos entrevistados dizendo que o conhecem e não votariam nele. Lula aparece em seguida, com 53%.

Pablo Marçal tem 44% de rejeição, seguido por Ronaldo Caiado, com 40%, e Romeu Zema, com 38%.

Os índices dos demais candidatos são:

  • Renan Santos: 28%
  • Augusto Cury: 25%
  • Rui Costa Pimenta: 23%
  • Edmilson Costa: 11%
  • Samara Martins: 11%
  • Hertz Dias: 10%
  • Wilson Grassi: 10%
  • Clariana Barão: 7%

Lula e Flávio empatam tecnicamente no 2º turno

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem tecnicamente empatados.

Lula tem 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio. Outros 13% afirmam que votarão em branco ou nulo ou não irão votar, enquanto 4% estão indecisos.

Na pesquisa anterior, Lula tinha vantagem numérica de três pontos sobre Flávio.

A Quaest também testou, pela primeira vez, um eventual segundo turno entre Lula e Augusto Cury.

Os cenários foram:

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula: 42%
  • Caiado: 37%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 17%
  • Indecisos: 4%

Lula x Augusto Cury

  • Lula: 40%
  • Cury: 34%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 21%
  • Indecisos: 5%

Lula x Renan Santos

  • Lula: 43%
  • Renan Santos: 36%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 17%
  • Indecisos: 4%

Lula x Romeu Zema

  • Lula: 44%
  • Zema: 33%
  • Branco, nulo ou não vai votar: 19%
  • Indecisos: 4%

Avaliação do governo Lula

A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo federal. Segundo o levantamento, 48% desaprovam a gestão Lula, enquanto 45% aprovam. Os resultados indicam estabilidade em relação à pesquisa anterior.

Na avaliação geral do governo:

  • Negativa: 37%
  • Positiva: 35%
  • Regular: 25%
  • Não sabe ou não respondeu: 3%

Percepção sobre a economia

A avaliação da economia também permanece negativa entre a maioria dos entrevistados.

Para 49%, a economia piorou nos últimos 12 meses. Outros 29% afirmam que a situação ficou igual, enquanto 19% avaliam que melhorou.

Sobre os preços dos alimentos no último mês, 67% disseram que subiram, 22% afirmaram que ficaram iguais e 9% perceberam queda.

Metodologia

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.