Flávio diz que indicará ao STF ministros "que respeitem a Constituição"
Impedido de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias, inclusive no Dia dos Pais, Flávio Bolsonaro criticou o STF e afirmou que "lei tem que valer para todos"
Impedido de visitar Jair Bolsonaro até o final das eleições de outubro, inclusive no Dia dos Pais, o candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) durante um evento político em Itapetininga (SP).
Ao lado dos candidatos ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), Flávio disse que indicará para a Corte “ministros que respeitem a Constituição, não usem a máquina pública para enriquecer e respeitem o dinheiro do contribuinte”.
“Que não promovam perseguição, que não olhem mais capas de processo, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. E quem descumprir a lei vai pagar por isso. A lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do Supremo, e por muito tempo, em especial durante o governo do presidente Bolsonaro, criticar um ministro do Supremo foi considerado um atentado contra democracia”, disse o candidato.
Flávio Bolsonaro está proibido de visitar o ex-presidente desde julho, quando divulgou uma carta escrita por Bolsonaro em duas redes sociais. Para o ministro Alexandre de Moraes, Flávio e Bolsonaro descumpriram medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar suas redes sociais e de terceiros. A sanção tem prazo de 90 dias.
Para Bolsonaro, a punição foi de 30 dias sem visitas de qualquer natureza, com exceção de médicos, fisioterapeutas e dos advogados. Além disso, o ex-presidente não poderá fazer manifestações políticas ou manter encontros de caráter eleitoral até o final das eleições.
Neste sábado (8), o ministro do STF rejeitou o pedido de Bolsonaro para receber a visita dos filhos no domingo (9), Dia dos Pais. Moraes baseou a decisão nas sanções impostas devido ao descumprimento da medida cautelar.