Política

Privatização da Petrobras será prioridade em eventual governo, diz Zema

Romeu Zema diz que pretende "privatizar tudo" e promover "choque fiscal" capaz de economizar R$ 1 trilhão em 20 anos

Privatização da Petrobras será prioridade em eventual governo, diz Zema
Romeu Zema pretende realizar uma série de privatizações, incluindo da Petrobras, em um eventual governo Crédito: Reprodução/GloboNews

Candidato à Presidência pelo Novo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou nesta quinta-feira (6) que pretende realizar uma série de privatizações em um eventual governo, “a começar pela Petrobras”. O candidato disse ainda que planeja um “choque fiscal”, com medidas que visariam economizar R$ 1 trilhão em 20 anos.

“Primeiro, eu quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Em Minas Gerais, nós privatizamos 118 empresas. Vamos fazer uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e vamos melhorar os programas sociais”, afirmou Zema.

Em entrevista concedida ao G1 e à GloboNews, Zema disse não ter concluído a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), uma de suas principais promessas na campanha de 2022, por falta de apoio político suficiente para a negociação durante o mandato.

“Agora, sendo eleito presidente do Brasil, eu vou assumir com capital político. Para mim, foi uma curva de aprendizado. Eu vou chegar em Brasília muito mais bem preparado”, avaliou o candidato do Novo.

Sobre o choque fiscal prometido para a eventual gestão, Zema argumentou que implementaria quatro medidas na área, capazes de gerar uma economia trilionária e colaborar com a redução da taxa de juros “pela metade”.

Lucro da Petrobras

Nesta quinta-feira, a Petrobras apresentou o balanço do segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 52,4 bilhões, uma elevação de 96,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A estatal atribuiu o resultado ao aumento da produção e das exportações de petróleo e à forte alta das cotações internacionais.

“O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo.

O preço médio do barril de Brent passou de US$ 67,82 no segundo trimestre de 2025 para US$ 104,52 no mesmo período de 2026, uma alta de 54%.