O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou nesta segunda-feira (3) a desistência do senador Cleitinho em disputar o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. De acordo com o líder do partido, Cleitinho tomou a decisão “espontaneamente”, por vivenciar um momento pessoal difícil depois da morte do irmão, Matheus Augusto Azevedo, em julho.
“O partido Republicanos, mesmo depois de quarta-feira (29) para cá.... Nós tivemos uma reunião longa. Cinco horas de reunião em São José dos Campos. E demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal que ele precisa dizer, por causa desse momento que ele está passando", disse Pereira, em vídeo divulgado pelo Republicanos.
De acordo com Pereira, a ausência de Cleitinho na convenção do partido em São Paulo, no dia 25 de julho, também influenciou o posicionamento do partido, que divulgou nota no dia 29 afirmando que o incidente “produziu consequências inevitáveis”.
“O Cleitinho não compareceu à convenção. Eu pedi que ele pudesse ir a São Paulo para gravar comigo dizendo que ele era candidato. Nós demos a oportunidade até terça-feira (28) à noite. Não foi possível o comparecimento, muito por conta desse momento de luto, de dor que ele está passando", afirmou o presidente do Republicanos.
No vídeo, ao lado de Pereira e do presidente do partido em Minas Gerais, Cleitinho chorou e pediu “perdão” aos eleitores. O senador liderava as pesquisas de intenção de votos para o governo do estado.
“Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade; [...] Eu não estou bem", disse Cleitinho.
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