O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá comparecer à sede da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (28) para prestar esclarecimentos no inquérito que investiga uma suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O depoimento foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela condução do caso.
A investigação tem como base uma publicação feita pelo parlamentar em janeiro deste ano, após a prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por militares dos Estados Unidos. Na ocasião, Flávio afirmou em suas redes sociais que o líder venezuelano poderia revelar informações que comprometeriam Lula, fazendo referência à suposta participação do presidente em crimes.
De acordo com a apuração da Polícia Federal, a mensagem atribuía ao chefe do Executivo, sem provas, o envolvimento em delitos como tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. A investigação foi aberta após representação apresentada pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), que apontou possível crime contra a honra do presidente.
Defesa pediu realização da oitiva
Durante o andamento do inquérito, a defesa de Flávio Bolsonaro argumentou que o senador ainda não havia sido ouvido e solicitou a realização do depoimento. O pedido recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi acolhido por Alexandre de Moraes.
O prazo inicialmente estabelecido para a oitiva terminou em 16 de julho. Na ocasião, os advogados informaram que não conseguiriam cumprir a data prevista e pediram mais tempo, sem indicar uma nova agenda.
Diante da situação, Moraes fixou o comparecimento do senador à Polícia Federal para esta terça-feira (28), às 14h, dando continuidade às diligências do inquérito.
Investigação segue em andamento
Após o depoimento, a Polícia Federal deverá anexar o conteúdo das declarações aos autos da investigação, que permanece sob análise do Supremo Tribunal Federal. O procedimento busca esclarecer se a publicação feita por Flávio Bolsonaro configura ou não crime de calúnia contra o presidente da República.
Até a publicação desta reportagem, o senador não havia se manifestado publicamente sobre o depoimento marcado para esta terça-feira. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento da defesa.
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