A Polícia Federal (PF) decidiu demitir o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do posto de escrivão por abandono de cargo. Com residência fixa nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo deveria ter reassumido suas funções na PF após a cassação de seu mandato parlamentar, em dezembro.
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra Eduardo foi concluído com a decisão pela exoneração. O corregedor regional da PF no Rio de Janeiro determinou ainda a entrega da carteira funcional e da arma do ex-escrivão.
O relatório final do PAD foi enviado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), responsável pelos trâmites para publicação da portaria com a demissão do ex-deputado no Diário Oficial da União.
De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o MJSP afirmou não haver mais possibilidade de recurso para Eduardo Bolsonaro contra a decisão final da PF.
O ex-deputado alega “perseguição política” para permanecer nos EUA. Na segunda-feira (20), o governo de Donald Trump concedeu visto de residência a Eduardo Bolsonaro. O Green Card permite que o ex-parlamentar trabalhe e more por tempo indeterminado no país.
Em junho, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo. A sentença se refere às tratativas do ex-deputado com o governo dos EUA para aplicação de sanções a integrantes do Judiciário no sentido de interferir no julgamento da ação penal sobre a trama golpista. O processo foi concluído com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.
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