O governo Trump concedeu um visto de residência nos Estados Unidos ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), condenado a 4 anos e 2 meses de prisão no Brasil pelo crime de coação no curso do processo. O documento permite a permanência de Eduardo nos EUA por tempo indeterminado e reduz a possibilidade de extradição do ex-parlamentar para cumprimento da sentença.
A concessão do chamado Green Card aconteceu dias após a oficialização da tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, imposta pelo governo Trump. Em comunicado oficial, o presidente Lula e o governo brasileiro responsabilizaram Eduardo e Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, pela taxação.
“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros. Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”, disse Lula, em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência na quinta-feira (16).
Eduardo Bolsonaro foi condenado por coação no curso do processo por articular com o governo dos EUA a imposição de sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para interferir no julgamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil em 2022 e 2023. O processo terminou com a condenação de Jair Bolsonaro, pai do ex-deputado, a 27 anos e 3 meses de prisão.
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