O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (20) que não pretende utilizar a equipe de segurança disponibilizada pela Polícia Federal (PF) aos candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha eleitoral de 2026.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar declarou que não confia na atual direção da corporação e afirmou temer a presença de eventuais "infiltrados" em sua campanha.
"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu o senador.
Senador critica direção da Polícia Federal
Na mesma publicação, Flávio Bolsonaro afirmou que, caso sua candidatura seja oficializada, pretende abrir mão da estrutura de segurança oferecida pela Polícia Federal.
O senador também declarou que gostaria que os agentes que poderiam ser destinados à sua proteção fossem empregados em investigações relacionadas a supostas fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além disso, voltou a fazer críticas à atuação da Polícia Federal em investigações envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pré-candidato já utiliza equipe de segurança
Mesmo afirmando que não pretende utilizar a estrutura da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro já é acompanhado por seguranças particulares durante compromissos públicos e, em algumas agendas, aparece utilizando colete à prova de balas.
A decisão anunciada ocorre às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, que dependerá da homologação da candidatura durante a convenção nacional do Partido Liberal.
PF prepara esquema especial para eleições de 2026
A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira (20) a operação destinada à proteção dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.
Segundo o planejamento da corporação, a estrutura poderá mobilizar até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos de detecção e neutralização de drones e kits de inspeção antibomba. O orçamento previsto para a operação é de aproximadamente R$ 95 milhões.
A proteção será disponibilizada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das respectivas campanhas.
Estrutura poderá atender até dez candidatos
De acordo com a Polícia Federal, o esquema foi planejado para atender simultaneamente até dez candidatos à Presidência da República.
As equipes atuarão em todos os estados, acompanhando os deslocamentos e compromissos de campanha. A corporação informou que o efetivo e os recursos destinados a cada candidato serão definidos com base em critérios técnicos, considerando o nível de risco identificado para cada campanha.
As convenções partidárias, responsáveis por oficializar os candidatos, começam em 20 de julho, enquanto o prazo para registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral segue até 15 de agosto. A campanha eleitoral terá início oficialmente após a conclusão desse processo.
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