O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) criticou a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e defendeu que o governo utilize a Lei da Reciprocidade Econômica para responder à medida. Em nota divulgada nesta quarta-feira (16), o parlamentar classificou a iniciativa norte-americana como uma ação protecionista e sem justificativa técnica ou comercial.
Segundo Motta, a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos pode comprometer a competitividade das exportações brasileiras, além de gerar impactos sobre empregos e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
Hugo Motta defende reação com Lei da Reciprocidade Econômica
Na avaliação do presidente da Câmara, a legislação aprovada pelo Congresso Nacional oferece instrumentos para que o Brasil responda a medidas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.
Motta afirmou que a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica representa uma alternativa legítima para proteger o setor produtivo nacional diante de barreiras comerciais impostas por outros países.
Em nota, o deputado também ressaltou que o Parlamento brasileiro apoia o diálogo entre nações, mas rejeita o uso de restrições comerciais como forma de pressão política.
"O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política", afirmou.
Câmara acompanhará desdobramentos das tarifas dos EUA
O presidente da Câmara informou ainda que a Casa acompanhará os desdobramentos da decisão norte-americana e atuará na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros.
Segundo Hugo Motta, o Congresso permanecerá atento aos impactos da medida sobre a economia e trabalhará para proteger empresas, trabalhadores e a produção nacional.
O parlamentar acrescentou que o Brasil busca mecanismos para enfrentar medidas protecionistas e manter a competitividade de seus produtos no mercado internacional.
A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros foi anunciada pelos Estados Unidos e integra uma série de medidas comerciais adotadas pelo governo norte-americano. A decisão provocou reações de autoridades brasileiras, que defendem o diálogo diplomático, mas também avaliam possíveis respostas com base na legislação de reciprocidade econômica aprovada pelo Congresso Nacional.
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