O governo Lula pagou R$ 33,8 bilhões em emendas parlamentares entre janeiro e julho deste ano, registrando um novo recorde na liberação desses recursos em ano eleitoral.
O valor, que inclui os restos a pagar em emendas de anos anteriores, é quase R$ 5 bilhões superior ao desembolsado em 2022, quando foram pagos R$ 22 bilhões em emendas. Em 2018, o volume liberado foi de R$ 6,4 bilhões.
Os dados foram registrados no painel Siga Brasil, do Senado, que apresenta os números consolidados sobre a autorização e execução de emendas apresentadas por deputados e senadores.
De acordo com as informações do Senado, o valor pago pelo governo se refere a R$ 25,3 bilhões em emendas de 2026 e R$ 8,5 bilhões em emendas de anos anteriores.
Mesmo considerando a inflação entre 2018 e 2026, o valor liberado em emendas em 2026 ainda é recorde em relação às eleições anteriores. Com o reajuste, o valor pago em 2022 seria de R$ 21,6 bilhões e, em 2018, de R$ 9,6 bilhões.
Concentração
Os pagamentos liberados pelo governo federal se concentram principalmente em emendas para a área da saúde pública, com R$ 10,93 bilhões para a Atenção Básica e R$ 10,73 bilhões para Assistência Hospitalar e Ambulatorial.
Em seguida, estão listadas as rubricas para Assistência Comunitária (R$ 1,2 bilhão), Promoção da Produção Agropecuária (R$ 1,2 bilhão), Serviços Socioassistenciais (R$ 965,2 milhões), Desporto Comunitário (R$ 752,5 milhões) e Infraestrutura Urbana (R$ 720,8 milhões).
Entre os órgãos listados como beneficiarios das emendas, o Ministério da Saúde lidera com R$ 21,7 bilhões. Em seguida, estão as Transferências a Estados, Distrito Federal e Municípios, com R$ 4,5 bilhões, e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com R$ 1,7 bilhão.
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