Correio da Manhã
Política

Jaques Wagner deixa liderança do governo após reunião com Lula

Senador Jaques Wagner esteve reunido com Lula por 2 horas e afirmou que decisão foi tomada em "comum acordo"

Jaques Wagner deixa liderança do governo após reunião com Lula
Jaques Wagner foi apontado pela PF como beneficiário de dinheiro e vantagens indevidas concedidas por Daniel Vorcaro Crédito: Lula Marques/ Agência Brasil

Após reunião de 2 horas com o presidente Lula (PT), Jaques Wagner (PT) anunciou sua saída da liderança do governo no Senado. O encontro debateu os impactos da operação da Polícia Federal (PF) realizada na quinta-feira (18), em endereços relacionados ao líder do governo.

Em suas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi tomada em “comum acordo” com Lula. “Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, afirmou Wagner, em suas redes sociais.

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador [da Bahia] Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, disse o senador.

Wagner é investigado pela Operação Compliance Zero por supostos benefícios irregulares recebidos pelo parlamentar para favorecer o Banco Master, de Daniel Vorcaro, em matérias analisadas pelo Congresso.

As investigações da PF apontam que o senador teria recebido R$ 3,5 milhões do Master e um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, além de viagens e hospedagens em hotéis custeadas pelo banco de Daniel Vorcaro. Jaques Wagner nega as acusações.

A substituição do senador na liderança do governo vinha sendo cobrada por governistas e aliados do presidente. O Planalto avalia nomes para assumir a posição. Uma das alternativas ventiladas é o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT), apontado como favorito pelo entorno do presidente.