Correio da Manhã
Política

Eduardo Bolsonaro defende rompimento com Novo após críticas a Flávio

Deputado cassado reagiu a declarações de Romeu Zema sobre a relação do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e ampliou atrito entre os grupos políticos

Eduardo Bolsonaro defende rompimento com Novo após críticas a Flávio
Parlamentar acusou Zema de agir por interesse político Crédito: Leonardo Marques - ASCOM/MCTI

O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu neste fim de semana um rompimento entre o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o partido Novo. A manifestação ocorreu após novas críticas do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A declaração foi publicada nas redes sociais em resposta a um vídeo de entrevista concedida por Zema ao canal Brasil Paralelo. Na conversa, o ex-governador reiterou críticas ao senador após a divulgação de informações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Durante a entrevista, Zema afirmou que mantém o posicionamento adotado anteriormente sobre o caso e declarou que pessoas que mantêm proximidade com indivíduos investigados ou envolvidos em irregularidades devem ser observadas com cautela. Ao comentar uma doação realizada por Vorcaro ao Novo em 2022, o ex-governador argumentou que, à época, não havia suspeitas públicas envolvendo o empresário.

Em resposta, Eduardo Bolsonaro questionou as críticas direcionadas ao irmão e afirmou que Flávio Bolsonaro também não teria motivos para desconfiar de Vorcaro em 2024. Na publicação, o parlamentar acusou Zema de agir por interesse político e declarou ser favorável a um rompimento completo com o partido Novo.

O episódio aprofunda o desgaste entre Zema e Flávio Bolsonaro, que já haviam trocado críticas após a divulgação de mensagens e áudios relacionados a pedidos de apoio financeiro para a produção do documentário “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Na ocasião, Zema classificou o conteúdo das conversas como grave e criticou a relação do senador com o banqueiro.

O distanciamento entre os dois grupos ocorre em um contexto de disputa por protagonismo no campo da direita, em meio às articulações para a eleição presidencial de 2026. Zema é apontado como um dos pré-candidatos do Novo ao Palácio do Planalto, enquanto aliados de Jair Bolsonaro defendem a candidatura de Flávio Bolsonaro para representar o grupo político na corrida eleitoral.