Na manhã de sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestes a completar 71 anos, foi internado de emergência após apresentar quadro grave de mal-estar, que indicava broncopneumonia de provável origem aspirativa. Ele foi rapidamente transferido da Papuda para o Hospital DF Star, em Brasília, onde permanece em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo boletim médico do hospital, Bolsonaro deu entrada com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Os exames confirmaram uma broncopneumonia bacteriana bilateral. “O tratamento com antibióticos foi iniciado de imediato, e o paciente segue estável, embora em estado grave”, informou a equipe médica.
Durante o atendimento inicial, a saturação de oxigênio de Bolsonaro chegou a 80%, e a pressão arterial estava bastante baixa, com 9 por 5. A falta de ar e o vômito secundário ao refluxo complicaram ainda mais a situação. No entanto, o ex-presidente não precisou de intubação ou cirurgia.
Segurança Reforçada
A internação de Bolsonaro gerou um forte esquema de segurança. Dois policiais militares estão na porta de seu quarto, e a vigilância do hospital foi intensificada para garantir o cumprimento das medidas restritivas impostas. A visitação também foi controlada rigorosamente. A esposa, Michelle Bolsonaro, e os filhos de Bolsonaro têm permissão para visitas, mas outros encontros só poderão ser realizados com autorização judicial prévia.
A decisão judicial de internar Bolsonaro foi autorizada por Alexandre de Moraes, ministro do STF, que também determinou a suspensão de todas as visitas previamente agendadas ao ex-presidente. A presença dos policiais militares é constante, e o uso de dispositivos eletrônicos, como celulares, foi vetado no hospital, exceto para os equipamentos médicos necessários para o tratamento.
Prisão Domiciliar
O estado de saúde de Bolsonaro reabre o debate sobre sua prisão domiciliar. O advogado de Bolsonaro segue insistindo na concessão de prisão domiciliar devido à saúde debilitada do ex-presidente.
A defesa tem reafirmado constantemente a necessidade de transferir o ex-presidente para a prisão domiciliar, alegando que seu estado de saúde exige cuidados especiais que não podem ser garantidos em nenhum estabelecimento prisional, por mais adequadas que sejam suas condições, afirmou Bueno em uma rede social.
De acordo com o advogado, o quadro atual de Bolsonaro já havia sido previsto em laudos médicos recentes apresentados no último pedido de prisão domiciliar, que, segundo Bueno, foi "de forma sumária negado" por Alexandre de Moraes, relator da ação que levou à condenação do ex-presidente no STF.
Desde sua prisão em 2025, foram vários os pedidos feitos, alegando complicações respiratórias graves e infecções recorrentes, mas até o momento, o ministro Alexandre de Moraes negou todos.