A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), confirmou sua candidatura ao Senado Federal pelo estado de São Paulo. A confirmação foi declarada nesta quinta-feira (12) durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, em Mato Grosso do Sul.
Segunda a então ministra, a candidatura atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). Ela deve deixar a pasta até o final de março.
“Política é missão. Eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo ser muito importante para o Brasil”, afirmou. Para além negociações que ela já vinha tendo com o presidente Lula e Alckmin sobre sua possível candidatura, a ministra completou que primeiro buscou resolver questões familiares antes de confirmar a candidatura.
“Eu precisava das bênçãos da minha mãe, que tinha a expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela [no Mato Grosso do Sul], ficar mais próxima dela. Depois de explicar a situação para a minha mãe, eu decidi cumprir a missão [de concorrer ao Senado]”, completou.
Antes do assumir o Ministério, Simone Tebet foi senadora pelo Mato Grosso do Sul, sua base eleitoral, de 2015 a 2023. Dentre os destaques de seu mandato como senadora está sua ativa participação durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a atuação do então governo de Jair Bolsonaro (PL) no combate à pandemia de Covid-19.
São Paulo
Para concorrer ao Senado em São Paulo, Tebet precisará de desfiliar do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) porque o partido confirmou que apoiará a candidatura à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador do estado. Ela ainda não confirmou para qual partido deve se filiar para as eleições em outubro, mas a expectativa é que vá para o PSB, partido de Alckmin.
A agora candidata ao Senado disse que os resultados eleitorais de 2022, quando concorreu para a Presidência da República no primeiro turno eleitoral, influenciaram sua decisão em deixar seu colégio eleitoral e integrar o palanque eleitoral por São Paulo.
“São Paulo tinha me dado mais de um terço [de votos] para presidente da República, sendo onde eu tive mais votos e onde eu tenho mais aceitação: as ideias que eu proponho, a forma como eu penso, ser uma pessoa de centro, com uma visão progressista na pauta de costumes e liberal na pauta econômica, de alguma forma agradou”, destacou Tebet.
Outro indicativo que apontou vantagem eleitoral para a ministra foi a Pesquisa DataFolha, divulgada nesta quarta-feira (11), que apontou Tebet como a segunda ao Senado com maior intenção de votos (25%), ficando atrás apenas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (30% das intenções de voto), que deverá sair candidato a governador.
A pesquisa ouviu 1.608 eleitores paulistas com 16 anos ou mais entre os dias 3 a 5 de março. “Considerando que, provavelmente, Haddad disputará o governo de São Paulo, Tebet deve conseguir atrair uma boa parte dos votos que seriam direcionados ao ministro da Fazenda”, disse ao Correio da Manhã o analista político da BMJ Consultores Associados Érico Oyama.
Para a reportagem, o analista político ponderou que Simone Tebet deve ficar atenta à candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para o Senado. “É um nome que tende a se tornar mais competitivo à medida que sua imagem ficar mais associada ao governador Tarcísio de Freitas. Outro fator que pode tirar votos de Tebet também é uma eventual candidatura da também ministra [do Meio Ambiente] Marina Silva ao Senado”, ele ressaltou.