Por: Da Redação

Descarte irregular é flagrado no PEV de Pedro do Rio

O ano de 2025 terminou com mais um episódio de descarte irregular registrado pelas câmeras do projeto Conexão Verde. No dia 30 de dezembro, um homem foi flagrado descartando entulho de forma totalmente inadequada no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) de Pedro do Rio, ignorando a sinalização e a finalidade do espaço, destinado exclusivamente ao recebimento de resíduos recicláveis corretamente separados.

Com o aumento expressivo do consumo de bebidas em garrafas de vidro, o projeto volta a alertar para um problema que se agrava especialmente no período de festas de fim de ano. É justamente nesse momento que os PEVs cumprem um papel fundamental ao dar destino correto a esse material. Recentemente, mais de cinco toneladas de vidro foram perdidas porque resíduos orgânicos foram descartados indevidamente na caçamba destinada exclusivamente a esse material. Quando o vidro é misturado ao lixo orgânico, ele é contaminado e não pode mais ser reciclado.

Ao longo de 2025, o projeto foi marcado por uma sequência de ocorrências semelhantes em diferentes regiões da cidade. As câmeras dos PEVs espalhados pelo município registraram flagrantes de descarte irregular de pneus, restos de obra, móveis, partes de armários, concreto e até lixo orgânico em caçambas destinadas exclusivamente a materiais recicláveis, como vidro. Casos no próprio PEV de Pedro do Rio e também em outros pontos de Petrópolis acenderam um alerta para a reincidência do problema e os impactos diretos causados à reciclagem e ao funcionamento do projeto.

Os PEVs foram implantados para facilitar o descarte consciente e fortalecer a cadeia da reciclagem no município. No entanto, quando materiais como entulho, restos de obra, móveis ou lixo comum são despejados nesses locais, ocorre a contaminação total das caçambas. Como consequência, toneladas de materiais recicláveis deixam de ser reaproveitadas e precisam ser encaminhadas ao aterro sanitário, gerando prejuízos ambientais, operacionais e financeiros ao projeto.

Além de comprometer a reciclagem, o descarte irregular em PEVs configura crime ambiental, passível de penalidades previstas em lei. A prática também coloca em risco os trabalhadores responsáveis pela coleta e triagem, que passam a lidar com materiais pesados, cortantes ou contaminados, tornando o processo inseguro e inviável.

"O projeto vem sendo muito prejudicado por esses descartes recorrentes. Uma única caçamba contaminada pode representar até três toneladas de material perdido, que deixam de retornar à cadeia produtiva. É um prejuízo ambiental enorme e um desperdício de todo o esforço envolvido", afirma César Magno, idealizador do Conexão Verde.