Por: Por Leandra Lima

Justiça dá prazo para subestação funcionar

Em casos de descumprimento, empresa pode ser multada | Foto: Leandra Lima/CM

Em audiência realizada nesta segunda-feira (27) na 4ª Vara Cível de Petrópolis, o Ministério Público e o Poder Judiciário cobraram uma solução para a subestação no Hospital Alcides Carneiro (HAC). A medida tenta garantir que o hospital, gerido pelo Sehac (Serviço Autônomo Hospital Alcides Carneiro), tenha segurança elétrica total, já que a ligação da segunda subestação, que funciona como uma central de recebimento e distribuição de energia, está pronta, mas ainda não foi ativada pela Enel.

Problemas citatos

O engenheiro técnico Almir explicou que, embora o hospital tenha dois geradores (equipamentos que produzem energia própria em emergências), a falha na subestação atual interromperia o abastecimento que vem da rua.

Segundo Almir, a primeira subestação precisa de reformas urgentes, como ajustes no banco de capacitores (equipamento que evita desperdício e sobrecarga na rede) e nas chaves (disjuntores que ligam e desligam a força). Porém, essas melhorias só podem ser feitas quando a segunda subestação estiver ligada para assumir o serviço.

Solicitações do MPRJ

A promotora Vanessa Katz, do Ministério Público (MPRJ), exigiu que a Enel realize uma vistoria técnica e entregue o cronograma de ligação. O gerente da Enel, Rodrigo Luiz de Almeida, afirmou: "a empresa fará a vistoria em até 72 horas".

Medidas

O juiz Jorge Luiz Martins aceitou o pedido e fixou medidas duras:

Multa de R$ 50 mil para o executivo da Enel se o prazo de 10 dias for descumprido.

Multa de R$ 50 mil para o responsável técnico do Sehac caso não apresente documentos internos até 5 de maio.

O magistrado criticou duramente o setor de manutenção elétrica do hospital, apontando falta de responsabilidade. Ele exigiu que o engenheiro Almir Fernandes entregue todas as comunicações internas que provam que ele já havia avisado sobre os riscos das instalações.

O Hospital Alcides Carneiro é a maior Instituição pública de Petrópolis, com mais de 70 anos, conta com 226 leitos, além de ser referência em Maternidade de alto risco e UTI neonatal. A unidade também presta Assistência Médico-Hospitalar, em regime Ambulatorial, de Urgência e Emergência, entre outros serviços.

O Correio Petropolitano questionou a concessionária Enel sobre o funcionamento da subestação e se há prazo para que o equipamento esteja em pleno funcionamento e aguarda um posicionamento.