Nunca o uso do Judiciário como ferramenta de partidos políticos ficou tão exposto.
Estas assinaturas de siglas partidárias por diretórios estaduais, abduzindo as legendas como se fossem nacionais, é grave. Mais grave ainda é tentar impedir a eleição da Alerj só para não recompor a linha sucessória constitucional.
Eleito o presidente da Assembleia e a linha sucessória restabelecida, teremos dois governadores, um constitucional e um segundo fruto de uma liminar estendida por um pedido de vista que elimina o regime democrático no Estado do Rio.
Esta nota conjunta é uma fratura exposta do uso político e não jurídico, do Judiciário. É grave. Em nenhum momento, nos dois julgamentos, se abordou o impedimento da eleição da presidência da Assembleia Legislativa. O Poder Judiciário não pode e nem deve consentir que seja usado e abusado por partidos políticos desta forma tão casuística e eleitoral.
O TSE - Tribunal Superior Eleitoral não pode ficar calado diante desta manobra oriunda de uma coligação de dirigentes regionais com interesses diretos no pleito e na sucessão estadual. A mesma coligação em formação que tem a gestão da Prefeitura do Rio e a gestão de um orçamento anual de R$ 58.000.000.000,00 (cinquenta e oito bilhões de reais). Todas as legendas signatárias possuem secretarias e cargos nesta gigantesca e bilionária máquina política. Estão agindo em interesse próprio para também controlar a gestão estadual.
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