O calendário institucional brasileiro se renova com o início dos trabalhos na Assembleia Legislativa, nas câmaras municipais e nos tribunais superiores, como o Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e o Supremo Tribunal Federal. Mais do que uma formalidade, esse recomeço marca o ritmo das decisões que irão influenciar diretamente a vida da população ao longo de um ano especialmente sensível: o ano eleitoral.
É neste período que projetos parados ganham fôlego, pautas estratégicas avançam e embates políticos se intensificam. Deputados estaduais, vereadores, ministros e demais autoridades retomam suas agendas sob os holofotes de uma sociedade mais atenta, que cobra resultados concretos e transparência. Em tempos de eleição, cada votação, cada discurso e cada posicionamento passam a carregar um peso ainda maior, funcionando, muitas vezes, como termômetro da atuação pública. Nos legislativos, tanto estadual quanto municipal, o desafio é equilibrar interesses políticos com demandas urgentes da população. Mobilidade urbana, saúde, educação, segurança e infraestrutura costumam dominar os debates, enquanto parlamentares buscam mostrar serviço a seus eleitores. Já no Judiciário, especialmente nas cortes superiores, decisões podem impactar diretamente o cenário político, seja ao definir regras eleitorais, julgar ações de grande repercussão ou estabelecer entendimentos que influenciam políticas públicas.
A importância desse início de ano institucional vai além da retomada das sessões. Trata-se de um momento em que se desenha o tom dos próximos meses, com articulações, alianças e disputas que tendem a se intensificar conforme o calendário eleitoral avança. Para a democracia, é fundamental que esses espaços de poder atuem com responsabilidade, respeitando a legalidade e priorizando o interesse coletivo.
Em um ano de escolhas nas urnas, o funcionamento pleno e transparente dos órgãos de poder é peça-chave para garantir um processo eleitoral justo e equilibrado. Cabe à sociedade acompanhar de perto, fiscalizar e participar do debate público, entendendo que as decisões tomadas agora terão reflexos diretos no futuro político e social do país. O ano começa oficialmente nos corredores do poder, e o que se constrói ali pode definir muito mais do que mandatos: pode moldar os rumos do Brasil. As eleições 2026 acontecem em outubro para os cargos de presidente da república, de senadores, deputados federais e estaduais e governadores.