O mundo permanece numa encruzilhada política, com um radicalismo de suas lideranças como eu, pessoalmente não me lembro ter convivido a não ser, claro, em períodos ditatoriais. No Brasil a polarização vai se consolidando, mostram as pesquisas. De um lado Lula, que tenta seu quarto mandato mostra oscilações nas pesquisas, com números que parecem distanciá-lo de seus objetivos. O petista, que para muitos envelheceu, mostra oscilações em seus discursos que já preocupam seus seguidores.
Lula, dizem alguns de seus seguidores, já não passa a mesma firmeza em suas falas. Mesmo assim continua liderando a maioria das pesquisas, mesmo com uma diferença quase residual para o segundo colocado, o até agora também pouco convincente Flávio Bolsonaro. Flávio é senador, mas não tem qualquer experiência política. Chegou aonde está pelo sobrenome, assim mesmo por tudo aquilo que envolveu e ainda envolve o seu pai.
Apesar das pesquisas mostrarem um crescimento pequeno, mas constante em sua aceitação, o que já o coloca bem próximo e em algumas situações até mesmo à frente de Lula, muitos analistas políticos acreditam que o esvaziamento de sua candidatura deverá ocorrer juntamente com o inevitável ostracismo político que seu pai viverá- processo já iniciado, ainda mais se sofrer punição no julgamento da Justiça Militar.
Com o esvaziamento previsto de Flávio Bolsonaro quem ocupará o espaço é Ronaldo Caiado, que vem de um governo bem avaliado em Goiás, mas que tem posições muito radicais, o que já o atrapalhou em disputas anteriores. A tendência, segundo os especialistas, é de que Lula passe um pouco de aperto nesta disputa, mas que, ao final saia vencedor, ancorado nos projetos sociais que criou e manteve nos mandatos anteriores.
No mundo Trump teve a reação do Irã cujo poderio armamentista o mundo desconhecia- e a guerra vai continuar impulsionada principalmente pelo radicalismo desmedido de Netanyahu.
*Jornalista e diretor-geral da
revista Viver Brasil