O Rio de Janeiro e sua capital, que foi do Império e da República, sempre pediu e obteve ousadia de seus governantes. Os grandes gestores foram os que ousaram em obras sem as quais a cidade teria morrido asfixiada. Seria como Roma sem as alterações dos anos trinta que retirou a cidade do patrimônio mundial da decadência que estava.
Assim foi com Pereira Passos e Carlos Sampaio rasgando avenidas e removendo morros; Negrão de Lima e Carlos Lacerda, com o Aterro, túneis. , o alargamento da praia e das pistas de rolamento da Avenida Atlântica e os acessos à Barra da Tijuca de Negrão. Brizola ficou mais conhecido pelo discurso político, entretanto fez o Sambódromo e a Linha Vermelha, no trecho até a Ilha do Governador. Lacerda desafogou Copacabana com os túneis Rubens Vaz e Sá Freire Alvim. E recentemente foi Eduardo Paes que teve a coragem de criar o projeto do porto, com o fantástico túnel Marcello Alencar e o não menos importante 450 Anos. Demolir a Perimetral era coisa para gestor de visão e coragem.
Agora são desafios que vão de descongestionar o Jardim Botânico e os acessos à Barra da Tijuca, resolver a questão do aeroporto internacional, ilhado pelo congestionamento todo dia, e o uso aquaviário no transporte público para municípios no entorno da Baía de Guanabara para liberar a Av. Brasil, via Vermelha e os primeiros quilômetros da Washington Luiz. E apoio federal para gerar polos de aproveitamento da mão de obra qualificada na cidade e consolidar as entidades de tecnologia e pesquisa de excelência existente. Atrair eventos, congressos, para um turismo de qualidade.
Na hora de votar vai ser preciso pragmatismo. O governo estadual pede quem conheça economia, gestão e as vocações da capital e do interior. Tudo quase pronto como o turismo na região serrana e litoral, industrial no sul fluminense. Precisa, porém, fortalecer o agro no norte e noroeste.
A questão social e de segurança podem se agravar sem maior desenvolvimento econômico e oferta de bons empregos. O Rio não pode ser um balneário com samba e futebol. E não pode comprometer seu potencial turístico com a vergonhosa população de rua.