Aonde quer chegar o cidadão, político e atualmente presidente dos Estados Unidos da América, Donald John Trump? Quando assumiu seu segundo mandato como 47º presidente americano, em janeiro de 2025, ele revelou o sonho de ser o escolhido para receber o Nobel da Paz. Perdendo a indicação, passou a andar em sentido contrário e vai se transformando no "senhor da guerra" que assusta o mundo e apavora praticamente todo o Oriente Médio.
Hoje, depois de invadir a Venezuela, prender o ditador Maduro - no que não estava de todo errado- Trump, junto com Netanyahu, incendeia o Oriente Médio, em nome de uma segurança de seus países, supostamente ameaçados pelo desenvolvimento da tecnologia atômica pelo Irã. E segue em frente, com a próxima parada em Cuba, um velho regime ditatorial que ele quer derrubar para implantar o seu regime de domínio sempre em nome da segurança de seu país.
Com quase 800 bases militares espalhadas em 80 países e territórios pelo mundo os Estados Unidos de Trump ainda se sente ameaçado ao ponto de colocar fogo no mundo. Mas Trump tem outros argumentos falaciosos para dominar o planeta. Em nome da defesa da economia de seu país, "explorada" por todos, tentou impor tarifas de importação absurdas ameaçando a economia mundial.
Se viu obrigado a recuar por pressões internas. Agora, se apresenta ao mundo como defensor dos povos contra a ação criminosa dos narcotraficantes, que tenta rotular como terroristas, armando assim a desculpa para invadir o país, inclusive o Brasil, para combater o "terrorismo da droga".
Um combate que se o propósito não fosse a dominação mundial, deveria começar pelo seu próprio país. Onde existe o consumidor- e por lá devem ser muitos- existe o tráfico em todas as suas escalas. Sem combater o consumo e a distribuição fica impossível combater o contrabando. E isto, parece, ele não anda fazendo.
Até aonde vai Trump com suas desculpas para dominar o mundo, militarmente e economicamente? Que a reação a este comportamento seja interna. Uma reação beligerante de uma outra grande potência militar levaria o mundo ao campo da terceira guerra mundial. É isto que Trump quer?
*Jornalista e diretor-geral da
revista Viver Brasil