O presidente Lula, não é novidade para ninguém, já está em plena campanha por um quarto mandato presidencial. Nos dois primeiros mandatos, no início dos anos 2000, teve um mineiro, José Alencar Gomes da Silva, como seu vice, o que lhe rendeu muitos milhões de votos.
Alencar era um político sério, de credibilidade, o que ajudou Lula a quebrar as resistências que enfrentava em várias camadas da sociedade. Pelo bom trabalho nos dois primeiros mandatos, e pelos programas sociais que criou, Lula conseguiu eleger Dilma sua sucessora. Tinha planos para o terceiro mandato, mas acabou, dizem os petistas, traído por Dilma que não lhe deu espaço para a disputa.
A lição ficou e Lula, ao buscar um terceiro mandato, repetiu a estratégia e se aliou a um outro político de credibilidade, desta vez o paulista Geraldo Alckmin, um ex-tucano que derrotara na eleição presidencial de 2006, no segundo turno.
Se nos dois primeiros mandatos o seu vice foi um mineiro da "gema", o companheiro no terceiro mandato tem uma veia de Minas. É primo da saudosa raposa da política mineira, José Maria Alckmin, que também foi vice de Castelo Branco, primeiro presidente do período da ditadura militar.
Hoje há quem discuta se Lula deve manter a aliança com Alckmin ou escolher outro, em nome de composições partidárias. Difícil Lula encontrar outra opção com a experiência, a competência e, acima de tudo, lealdade de Geraldo Alckmin, um adversário político lá atrás, que se mostra um companheiro leal, comprometido com metas e planos do atual governo.
Alguém com experiência política e administrativa como vereador, prefeito, vice-governador, governador, secretário e ministro. Alguns vão argumentar que Lula precisa buscar uma composição que lhe assegure sustentação política no governo. Precisa também de alguém de sua absoluta confiança que o ajude a dialogar e trafegar com tranquilidade entre os diferentes grupos e que tenha capacidade administrativa. Tudo o que Alckmin demonstrou ter.
*Jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil