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Por que tanto medo da 'cultura Woke'?

A Disney vem sofrendo algumas críticas nos últimos anos por supostamente promover um apagamento de pautas sociais de suas produções. Ex-funcionários que deixaram a empresa apontaram que o atual CEO do estúdio, Bob Iger, teria interferido diretamente em projetos para retirar das tramas o que a extrema-direita chama covardemente de 'cultura Woke'.

Para esses fanáticos, abordar temas como igualdade racial ou gênero nas produções é motivo para boicote. Seria o equivalente gringo à 'lacração', termo utilizado pelos fanáticos brasileiros.

Pois bem, nesse período, produções como "Capitão América: Admirável Mundo Novo", "As Marvels", "Élio" e "Ganhar ou Perder" tiveram tramas relevante de impacto cultural e social removidas de suas tramas, transformando esses projetos em verdadeiras "quimeras" sem alma. Filmes e séries plásticos.

Complicando ainda mais, as produções da Marvel nos streamings que são protagonizadas por personagens negros aparentam estar sofrendo com campanhas de marketing bem abaixo das franquias de personagens brancos. Por exemplo, a animação do "Homem-Aranha" teve campanha maciça de divulgação, já "Olhos de Wakanda", que é toda ambientada na nação africana fictícia, praticamente não foi mencionada.

O mesmo aconteceu com "Coração de Ferro" e parece que se repetirá com "Wonder Man", que estreará em breve, mas muitos sequer sabem que a série foi finalizada. Ambas com protagonistas negros.

Esse medo do 'Woke' não pode brecar os avanços sociais conquistados ao longo de décadas. A Disney é bem maior do que esses lunáticos e deveria ser referência na hora de promover a igualdade no entretenimento.