O Paraná registra algum nível de seca em todas as regiões, segundo o Monitor de Secas.
O levantamento aponta seca fraca no Oeste e Noroeste e recuo de quadros mais intensos em áreas de divisa com São Paulo.
A condição resulta da falta de chuva regular nos últimos meses e já afeta lavouras e recursos hídricos em diferentes pontos do Paraná. De Sengés a Jacarezinho, houve redução de seca grave para moderada. O mesmo nível atinge o Vale do Ribeira, parte do Litoral norte, áreas ao sul até Pinhão e regiões do Sudoeste.
Nas demais localidades, o quadro é de seca fraca. No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a estiagem persiste há mais de um ano.
Os efeitos variam conforme a área. No Norte, há impactos de curto e longo prazo, com risco para produção agrícola e abastecimento. Em outras regiões, os prejuízos são mais imediatos e atingem principalmente o campo. No Sudoeste, houve piora recente, com avanço de seca fraca para moderada, o que também atinge cursos d'água. A irregularidade das chuvas explica o cenário.
Janeiro, fevereiro e março concentram maior volume histórico, mas o período teve distribuição desigual. Em março, a situação se agravou.
Entre 47 estações com série superior a seis anos, apenas 8 atingiram o volume esperado.
Em cidades como Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina, o acumulado ficou abaixo de 25 mm no mês.
Dados da plataforma Simeagro indicam que eventos pontuais não foram suficientes para recompor o déficit hídrico. Há registro de anomalias negativas no índice de vegetação, com redução do vigor das culturas. O impacto é observado em áreas de soja em fim de ciclo e no milho segunda safra em fase inicial.
No Noroeste, a condição é mais crítica, com persistência de falta de chuva e aumento do risco de incêndio. O cenário aponta estresse hídrico mais intenso, com prejuízo ao desenvolvimento das lavouras, risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e queda no potencial produtivo.
A tendência para abril é de continuidade da seca. O padrão histórico indica poucos episódios de chuva, com acumulados elevados em curtos períodos.
A previsão aponta volumes dentro da média apenas no Litoral, enquanto o restante do estado deve ter índices abaixo do esperado, com destaque para a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais.
A Defesa Civil acompanha a situação e presta apoio aos municípios.
Há 20 decretos de emergência homologados. Recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas são usados em ações como compra de caixas d'água e apoio a obras emergenciais.
Também foram distribuídos reservatórios flexíveis e cestas básicas em cidades afetadas.
O monitor aponta uma redução de áreas com seca mais intensa em parte do país, em Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
Ainda assim, o Nordeste concentra registros mais severos, enquanto a condição fraca se espalha por diferentes estados.