A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) contribuiu com R$ 7,81 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do estado em 2025, de acordo com um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O valor representa um crescimento de 44,6% em relação a 2024, quando o impacto foi de R$ 5,4 bilhões. A participação corresponde a 1% dos R$ 765 bilhões gerados por todos os setores da economia no período.
O resultado considera investimentos, custeio, remunerações e efeitos indiretos sobre outros segmentos produtivos.
No mesmo intervalo, a empresa desembolsou R$ 6,2 bilhões, volume 36,7% superior ao registrado no ano anterior, que foi de R$ 4,5 bilhões.
Esses recursos movimentaram cadeias produtivas ligadas à construção, serviços e fornecimento de insumos, com reflexos na renda e no consumo. A aplicação desses valores também gerou demanda por equipamentos, logística e atividades de apoio, ampliando o alcance dos efeitos econômicos em diferentes regiões.
No mercado de trabalho, ao todo, foram contabilizados 99,4 mil postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos. Esse último grupo reúne atividades beneficiadas pela circulação de renda gerada nas demais categorias.
A massa salarial chegou a R$ 3,3 bilhões, um avanço de 43,5% frente a 2024, quando somou R$ 2,3 bilhões. O aumento ampliou a capacidade de consumo das famílias e impactou setores ligados a bens e serviços.
Parte desses recursos retornou à economia por meio de comércio local, pagamento de tributos e contratação de serviços.
Segundo a Sanepar, os dados indicam que o estado liderou a geração de empregos na região Sul e ocupou a quarta posição no país no período. O desempenho está associado à execução de obras, manutenção de sistemas e expansão do saneamento.
A ampliação dos investimentos busca antecipar metas do Marco Legal do Saneamento, que estabelece prazo até 2033 para universalização dos serviços.
A companhia projeta alcançar os objetivos com pelo menos três anos de antecedência. O planejamento inclui ampliação de redes, modernização de unidades operacionais e aumento da capacidade de tratamento, com impacto direto na cobertura.
Atualmente, o abastecimento de água tratada atende 100% dos 344 municípios em que a empresa opera. A coleta de esgoto chega a 82,4% da população atendida, e todo o volume coletado passa por tratamento. Os índices superam a média nacional, que registra 84,1% de cobertura de água e 51,8% de coleta de esgoto.
A expansão desses serviços reduz riscos à saúde pública.
O estudo utilizou a metodologia de Matriz Insumo-Produto para medir impactos econômicos a partir dos gastos em 2025. A análise considera efeitos diretos, indiretos e induzidos sobre a economia estadual, permitindo estimar a contribuição para o desenvolvimento socioeconômico.
O levantamento avalia também como os investimentos se distribuem entre os setores e como influenciam a dinâmica produtiva ao longo do tempo.