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UFSC conduz pesquisa sobre regeneração óssea com estímulo elétrico

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está desenvolvendo uma pesquisa sobre uso de estímulos elétricos de baixa intensidade para formação óssea em implantes dentários.

O estudo começou em 2024 com previsão de conclusão neste ano e foco em áreas com perda de tecidos. A iniciativa investiga se a técnica pode reduzir o tempo de cicatrização e melhorar a integração entre implante e osso.

O projeto reúne seis pesquisadores e é coordenado por Gabriel Leonardo Magrin.

Segundo a UFSC, a proposta combina estimulação elétrica com regeneração óssea guiada em um único protocolo. Métodos atuais apresentam limitações, como tempo prolongado de recuperação e variações de resultado.

A nova abordagem busca acelerar o processo e ampliar a previsibilidade dos procedimentos. Pesquisas anteriores já indicavam efeitos positivos de correntes elétricas na osseointegração, mas sem integração com técnicas regenerativas no mesmo modelo experimental.

Uma etapa envolve testes em miniporcos, realizados na Universidade de Rio Verde (UniRV), em Goiás. O modelo foi escolhido pela semelhança com a mandíbula humana.

Nos experimentos, são criados defeitos ósseos controlados, onde implantes recebem um dispositivo que emite descargas contínuas de baixa intensidade.

As cirurgias ocorreram em julho de 2025, com participação de equipes das duas instituições.

Participam do projeto Roberta Michels, responsável por análises histológicas e de imagem, Cesar Benfatti, com atuação em estimulação elétrica, Mariano Sanz, da Universidad Complutense de Madrid, e Jamil Shibli, consultor técnico. A empresa Straumann fornece biomateriais utilizados nos testes. A pesquisa tem financiamento da International Team for Implantology (ITI) e parceria com a Universidad Complutense de Madrid.