A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) firmou na terça-feira (7) um contrato de 50 milhões de euros com o banco alemão KfW para ampliar estruturas de esgoto e produção de energia a partir de resíduos.
Segundo a Agência Estadual de Notícias (AEN), o valor, que representa R$ 300 milhões, será usado na segunda fase do programa Paraná Bem Tratado.
A iniciativa prevê expansão de unidades já existentes e a implantação de novos sistemas voltados ao tratamento e reaproveitamento de lodos.
O acordo não exigiu garantia da União nem aporte do governo estadual. A operação foi baseada na capacidade financeira da companhia, que aplicará 20% do total como contrapartida. O modelo difere de outras linhas do banco internacional, que costumam exigir garantias públicas.
O projeto
Os recursos serão destinados à ampliação de quatro estações de tratamento de esgoto: Norte e Sul, em Londrina; Pinhalzinho, em Umuarama; e Padilha, em Curitiba. Também está prevista a instalação de uma central de tratamento de lodos na capital.
Outro eixo do projeto envolve a expansão da Usina de Tratamento de Lodos e Resíduos Orgânicos, com uso de biogás para geração de energia e secagem de material. A medida integra ações voltadas ao cumprimento de metas nacionais de saneamento.
A ampliação da rede e o reforço na capacidade operacional buscam elevar a cobertura de atendimento e atender exigências previstas na legislação federal.
Esta é a segunda operação entre as instituições. Na etapa anterior, também no valor de € 50 milhões, os recursos já foram liberados. As obras vinculadas a esse primeiro ciclo estão concluídas ou em fase final de conclusão, com início do processo de amortização do financiamento.
O programa adota o aproveitamento de metano como uma das diretrizes. A recuperação do gás gerado no tratamento de resíduos permite reduzir custos operacionais e contribuir para a geração de energia.
Ainda segundo a AEN, o uso do biogás também está associado à diminuição de emissões e ao controle de impactos ambientais
A estratégia inclui ainda ganhos no sistema tarifário, com possibilidade de redução de despesas a partir do uso energético dos resíduos. A proposta busca alinhar expansão de infraestrutura com eficiência operacional.
A assinatura do contrato contou com representantes das instituições envolvidas, incluindo a diretora para a América Latina e Caribe do KfW. O acordo reforça a cooperação internacional em projetos de saneamento e infraestrutura no estado.