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PIB do Rio Grande do Sul cresceu 0,9% em 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 0,9% em 2025, em relação ao ano anterior, totalizando R$ 753,194 bilhões e participação de 5,91% na economia nacional.

O resultado foi sustentado pelos desempenhos da indústria e dos serviços, ambos com alta de 1,7%, que compensaram a queda de 6,8% na agropecuária, impactada pela estiagem registrada no primeiro semestre. O PIB per capita estadual chegou a R$ 67.050, valor acima da média brasileira, que foi de R$ 59.687.

O desempenho ao longo do ano foi influenciado pelo quarto trimestre, quando houve avanço de 0,4% na comparação com o período anterior, superando o avanço nacional de 0,1%.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, a alta foi de 2,1%, também acima do resultado do país, de 1,8%. O avanço no período foi impulsionado pela agropecuária, que registrou um aumento de 16,7% no trimestre.

Apesar da recuperação no fim do ano, o setor rural acumulou retração no resultado anual.

A produção de soja teve queda de 25,2%, afetada pelas condições climáticas. Por outro lado, culturas como uva, arroz, fumo e milho registraram aumento de produção e ganho de produtividade ao longo do período.

A atividade industrial cresceu 1,7% no acumulado de 2025. O resultado foi influenciado pelo crescimento da indústria de transformação, da atividade extrativa mineral e da construção.

Em sentido oposto, o segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentou queda, impactado pela redução da geração hidrelétrica durante a estiagem.

No quarto trimestre, a indústria registrou recuo de 1,8% em relação ao período anterior, com retração nas principais atividades, incluindo construção e serviços ligados à energia. Ainda assim, na comparação com o mesmo período de 2024, houve evolução de 0,8%, impulsionada pela indústria de transformação.

Entre as atividades industriais, destacaram-se os avanços nos segmentos de máquinas e equipamentos, produtos alimentícios, fumo e metal. Já setores como derivados de petróleo, veículos e couro apresentaram queda no acumulado do ano.

Os serviços cresceram 1,7% em 2025, com destaque para intermediação financeira e seguros, transportes e outros. Na comparação entre trimestres, houve avanço de 0,7%, influenciado por atividades financeiras, imobiliárias e serviços públicos.

Dentro do conjunto, o comércio apresentou alta de 1,3% no acumulado do ano. Os principais avanços ocorreram nas vendas de hipermercados e supermercados, produtos farmacêuticos, combustíveis e itens de uso pessoal.