Santa Catarina apresentou crescimento econômico em 2025, com alta estimada de 3,9% no Produto Interno Bruto (PIB), um aumento de 4,4% nas exportações e a taxa de desemprego ficou em torno de 2,2%, segundo dados da Secretaria do Estado de Planejamento (Seplan-SC).
O levantamento também indica um saldo de 140 mil empresas constituídas no período e com recorde nas vendas externas, que somaram US$ 12,2 bilhões, conforme o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais.
Além disso, o estado contabilizou mais de 1,6 milhão de empresas ativas até 27 de fevereiro deste ano, de acordo com a Junta Comercial de SC. Desse total, 51,5% correspondem a microempreendedores individuais, enquanto sociedades limitadas representam 36,7% e empreendedores individuais somam 10,6%.
Florianópolis (SC) lidera em número de empresas, com 173,8 mil unidades. Na sequência aparecem Joinville, Blumenau, Itajaí e São José. Outros municípios, como Chapecó, Palhoça e Criciúma, também integram o grupo com maior concentração de negócios. As 15 cidades com maior volume respondem por 57,1% do total estadual.
No mercado de trabalho, cerca de 23% dos ocupados atuam na indústria, com destaque para a transformação. O comércio reúne 18% dos trabalhadores, enquanto as atividades ligadas à administração pública, saúde e educação concentram 15%. Serviços relacionados à informação e finanças somam 13%, e a construção representa 7,1%.
As exportações atingiram US$ 12,2 bilhões, com crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior. O agronegócio teve participação relevante, com venda de 2 milhões de toneladas de carnes e receita de US$ 4,5 bilhões.
A carne de frango liderou as vendas externas, com US$ 2,45 bilhões, seguida pela carne suína, com US$ 1,85 bilhão.
Entre os principais destinos estão Estados Unidos, China e países da Ásia e Europa. Houve ampliação das vendas para mercados como Argentina, Chile e Arábia Saudita.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam crescimento de 3,2% na indústria de transformação no estado, enquanto a média nacional registrou retração de 0,2%.
O setor de serviços também avançou 3,2%, e a agropecuária tem projeção de alta de 12,9%. O segmento de transporte, armazenagem e correio registrou quase 44 mil novos empreendimentos, figurando entre os que mais abriram empresas no período.
Segundo o governo, a distribuição regional das empresas indica concentração em polos urbanos, mas também expansão em cidades de médio porte. O acompanhamento dos dados permite avaliar tendências e orientar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico.
O desempenho também reflete a participação de cadeias produtivas integradas, com impacto sobre a indústria e o comércio exterior. A ampliação de mercados e a manutenção de indicadores positivos reforçam o papel do estado no cenário nacional, com continuidade da atividade em diferentes segmentos ao longo do período analisado.