A incidência de cigarrinhas-do-milho nas lavouras de Santa Catarina caiu 14,3% na última semana, segundo dados do Programa Monitora Milho SC.
A média estadual é de 120 insetos por ponto avaliado, abaixo do pico registrado há quatro semanas, quando o índice chegou a 180 por armadilha.
O levantamento acompanha a presença do vetor associado a doenças que afetam a cultura. Mesmo com a redução, o número ainda exige atenção, principalmente no período entre safras, quando a permanência do inseto pode influenciar novos plantios.
Parte das áreas já está na fase reprodutiva, etapa em que o risco de danos tende a ser menor, pois a fase crítica para transmissão de enfezamentos já foi superada na maioria das lavouras.
Os maiores registros foram identificados em municípios como Jacinto Machado, São José do Cerrito, Campos Novos, Arroio Trinta, Guatambu, Irati e Guaraciaba.
Já a presença de vírus como o rayado-fino e o mosaico estriado foi observada no Planalto Sul e no Oeste, incluindo localidades como São José do Cerrito, Irati, Bom Jesus do Oeste, Tunápolis e Guatambu.
Nesta última, também houve detecção da bactéria associada ao enfezamento pálido.
O monitoramento avalia semanalmente armadilhas instaladas em áreas de cultivo para identificar o comportamento da praga e orientar o manejo. Os dados são utilizados para indicar riscos e auxiliar no planejamento das lavouras em diferentes locais.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), a recomendação técnica é reforçar práticas após a colheita, com atenção à regulagem de máquinas e eliminação de plantas voluntárias.
Segundo o órgão, essas medidas visam reduzir a sobrevivência do inseto no ambiente e limitar a migração para novas áreas de plantio, contribuindo para o controle da população ao longo do ciclo produtivo.