O Rio Grande do Sul apresentou os resultados parciais dos estudos de batimetria (medição da profundidade de corpos d'água) em rios e lagos prioritários do Plano Rio Grande, com dados que não apontam assoreamento nos pontos analisados.
Os levantamentos, coordenados pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema-RS), consideram comparações entre períodos anteriores e posteriores à inundação de 2024 e indicam ausência de alterações relevantes nas áreas avaliadas.
O trabalho abrange quatro eixos: Metropolitano, que inclui rios Gravataí, Sinos, Caí e Delta do Jacuí; Taquari-Antas; Baixo Jacuí; e Guaíba. A iniciativa integra o Eixo Diagnóstico do Plano Rio Grande, programa estadual voltado à proteção da população, reconstrução e preparação para eventos futuros. A apresentação ocorreu no Palácio Piratini, durante o evento sobre o balanço e as novas ações estratégicas.
A metodologia aplicada considera a análise completa do leito dos cursos d'água, com medição de profundidade e relevo.
A partir da conclusão dos estudos e da modelagem hidrodinâmica, será possível avaliar a necessidade de intervenções, como dragagem, e seus efeitos no fluxo hídrico. As informações também contribuem para simular cenários de eventos críticos, identificar áreas de risco e orientar sistemas de monitoramento e alerta. Iniciado em julho de 2025, o levantamento está em fase final nos blocos prioritários.
Os dados gerados são disponibilizados no Portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (Iede), com o objetivo de ampliar o acesso às informações e apoiar análises por especialistas, além de subsidiar municípios e órgãos da Defesa Civil estadual na revisão de planos de contingência.
No Delta do Jacuí, a comparação entre dados de 2013, 2015 e 2025/2026, em mais de dez seções consolidadas em cinco pontos, indicou elevada similaridade entre os períodos, sem sinais de erosão ou acúmulo de sedimentos. No Lago Guaíba, a análise em dois pontos de controle, com base nas mesmas séries históricas, também não identificou mudanças relevantes no fundo.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou novos levantamentos na Lagoa dos Patos, com investimento de R$ 25,5 milhões, por meio de recursos do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), do g overno federal.
Também foi confirmada a realização de uma nova etapa de estudos no Litoral Norte e no Alto Jacuí, com aporte de R$ 7,8 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), ampliando a cobertura das bacias analisadas.