O Paraná registrou chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas no verão 2025/2026. Segundo um balanço do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o cenário foi influenciado pelo fenômeno La Niña.
A estação teve registros de eventos extremos, como tornados, vendavais e alagamentos, além de impactos na produção agrícola e avanço de áreas afetadas pela seca em diferentes regiões do estado.
A menor frequência de precipitações ocorreu em grande parte do Paraná, com períodos de estiagem que afetaram o Sudoeste, Oeste e Noroeste. Mesmo com menos dias chuvosos, episódios de chuva concentrada provocaram ocorrências como enxurradas e alagamentos.
A Defesa Civil apontou 91 registros em 67 municípios, sendo 46 relacionados a tempestades e vendavais. O Simepar identificou três tornados, seis casos de nuvem funil e uma tromba d'água.
Um dos eventos ocorreu em São José dos Pinhais e atingiu 350 residências, com mais de 1,2 mil pessoas impactadas. Outros tornados foram observados em Mercedes e Foz do Iguaçu.
A temperatura mais alta do ano foi registrada em Capanema, com 39,7°C, no dia 6 de fevereiro. Em razão da atuação de massas de ar seco, houve redução da umidade e aumento do calor.
Na agricultura, o cenário trouxe efeitos sobre culturas como o milho, que apresentou desenvolvimento abaixo do esperado, conforme dados do Simeagro - sistema que reúne dados meteorológicos, agrícolas e ambientais para apoiar o monitoramento de lavouras, prever riscos climáticos e auxiliar produtores.
A falta de chuva gerou estresse hídrico em áreas produtoras, com impacto no crescimento das lavouras. No Litoral, equipes acompanharam as condições em tempo real para emissão de alertas.
O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CGERD) emitiu 966 avisos, incluindo alertas de alto risco para municípios como Paranaguá, Matinhos e Pontal do Paraná. A atuação das equipes buscou orientar a população e apoiar ações de resposta diante das condições climáticas registradas.