Cerca de mil pessoas se reuniram no vão-livre do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, neste sábado (28) para o primeiro concerto do ano da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).
Após o grande sucesso em 2025, a série "Mostly Mozart - OSP no MON" retornou mostrando que já é um dos eventos mais aguardados pelo público da OSP — um dos corpos artísticos estáveis do Centro Cultural Teatro Guaíra, mantido pelo Governo do Paraná.
Maestro
Um dos fundadores da Orquestra Sinfônica do Paraná, Paulo Torres, foi o maestro convidado para reger a estreia de "Mostly Mozart 2", a segunda temporada da série. Torres, que atualmente vive nos Estados Unidos, integrou a OSP por três décadas, como spalla e maestro adjunto.
Esta foi a primeira vez, em dez anos, que ele voltou a subir ao pódio da Orquestra.
"Foi emocionantíssimo. Eu me senti muito tocado pela própria resposta dos músicos a mim e à música. Porque eles são excelentes musicistas, tocam muito bem, mas eu sentia no olhar, na garra, que eles estavam felizes de estarmos fazendo música juntos mais uma vez", contou o maestro.
"Isso não tem preço. Eu senti que realmente meu coração vai continuar aqui ainda".
Mozart
No repertório, o público apreciou duas obras do compositor homenageado na série, Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): a abertura de "La clemenza di Tito" e a Sinfonia nº 31, conhecida como "Paris". O programa foi encerrado com a Sinfonia nº 5 em Si bemol Maior, de Franz Schubert (1797-1828).
"Esta obra foi uma verdadeira carta de amor a Mozart, uma homenagem que Schubert fez ao compositor austríaco e dialoga diretamente com a obra de Mozart. A diferença é que Mozart buscava mais brilho social e Schubert interiorizava mais, fazia música para amigos e entre amigos", explicou o maestro Paulo Torres.
Adultos, crianças e até bebês compuseram a plateia, como Mariah, de apenas 11 meses, que assistiu ao concerto ao lado dos pais, Mariana e Fabiano Dória.
"Eu gosto muito de música, já fui estudante também, então sempre que tem concerto aqui eu venho aproveitar", disse Mariana. "É impressionante a habilidade e o talento dos músicos, fruto de anos de dedicação. É muito bonito de ouvir", acrescentou Fabiano.
Para Áldice Lopes, diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, a retomada da série reforça o acerto da iniciativa. "Os concertos no MON foram um acerto muito grande no ano passado, um sucesso estrondoso".