Santa Catarina encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego do país pelo quarto trimestre consecutivo, conforme divulgado pela Secretaria de Comunicação do governo estadual (Secom GovSC). No 4º trimestre, o índice foi de 2,2%, abaixo da média nacional de 5,1%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No cálculo anual, a taxa ficou em 2,3%, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 2,2%. Na comparação com o 4º trimestre de 2024, a população sem ocupação caiu 19%, passando de 122 mil para 99 mil pessoas. No mesmo intervalo, o número de trabalhadores cresceu 1,5%.
Entre os estados, Santa Catarina ficou à frente de Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, todos com taxa de 2,4% no período analisado.
O estado também apresentou a menor taxa de informalidade do país, com 25,7%, enquanto a média brasileira foi de 37,6%.
O indicador considera empregados sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem registro, empregadores sem formalização e pessoas por conta própria sem cadastro. Desde 2018, Santa Catarina mantém a primeira posição nesse índice, acumulando 31 trimestres consecutivos com o menor percentual.
O rendimento médio habitual no trabalho principal chegou a R$ 4.131 no 4º trimestre de 2025, valor 17,8% superior ao resultado nacional, de R$ 3.508. Em relação ao mesmo trimestre de 2024, houve crescimento real de 7,8%, acima da média do Brasil, da Região Sul e do Sudeste.
O avanço foi registrado em todos os setores da economia.
Entre os segmentos com maior variação está transporte, armazenagem e correio, que teve aumento de 12,5%, alcançando média de R$ 4.223.
Com esse resultado, o estado passou a ocupar a 2ª posição no ranking nacional deste setor, atrás apenas do Distrito Federal. No 4º trimestre de 2024, Santa Catarina estava na 5ª colocação.
Outro dado apontado pela pesquisa é a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que ficou em 4,4%, frente a 13,9% no país.
O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas e aquelas que deixaram de procurar emprego mesmo estando disponíveis.
O percentual de desalentados foi de 0,3%, também destacado como o menor entre as unidades da Federação, enquanto a média nacional ficou em 2,4%.
Entre as atividades econômicas, os setores da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registraram um crescimento de 19,2% no 4º trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior.
O grupo de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas teve alta de 7,5%.
Os dados são monitorados pela Diretoria de Políticas Públicas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), responsável pela elaboração do Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho referente ao 4º trimestre de 2025, que será disponibilizado no site oficial da pasta.