O Paraná deve responder por 13,9% da safra brasileira de grãos, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é superior ao prognóstico de dezembro de 2025, que apontava 13,5%.
O estado mantém a segunda posição entre os maiores produtores do país, atrás de Mato Grosso, com 30,3%. Rio Grande do Sul aparece com 11,8%, seguido por Goiás, com 10,6%, e Mato Grosso do Sul, com 7,6%.
O levantamento considera as principais culturas cultivadas ao longo do ano agrícola.
A revisão indica uma variação positiva de 213,8 mil toneladas em relação ao levantamento anterior, a terceira maior alta registrada em janeiro, atrás de Mato Grosso e Goiás. Entre as quedas, o Piauí apresentou redução de 76,7 mil toneladas, o Ceará de quase 49,8 mil toneladas e o Rio de Janeiro de 508 toneladas.
A comparação é feita com o prognóstico divulgado em dezembro. A soja contribui para o desempenho estadual. A colheita paranaense está estimada em 22,2 milhões de toneladas, o segundo maior volume do país. O total representa aumento de 0,3% frente ao 3º prognóstico e de 3,9% em comparação com 2025.
No cenário nacional, a oleaginosa deve atingir 172,5 milhões de toneladas, novo recorde da série, com avanço de 1,3% sobre a projeção anterior e de 3,9% ante o ciclo passado.
No milho da segunda safra, o território paranaense também ocupa a segunda posição. A estimativa é de 17,4 milhões de toneladas, com participação de 16,5% no total brasileiro e alta de 0,7% frente ao levantamento anterior.
A produção nacional do cereal na segunda safra foi estimada em 105,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,6%.
O estado lidera ainda o ranking de feijão, com previsão de 736,5 mil toneladas, o equivalente a 24,2% da oferta nacional. Minas Gerais aparece na sequência, com 514,1 mil toneladas, e Goiás, com 365,8 mil toneladas.
O cultivo do grão ocorre em diferentes épocas do ano, o que contribui para a regularidade do abastecimento interno.
Por regiões, a maior concentração de cereais, leguminosas e oleaginosas está no Centro-Oeste, com 167,5 milhões de toneladas, o que representa 48,9% do total. A Região Sul soma 95,3 milhões de toneladas, com 27,8%. O Sudeste reúne 30,2 milhões, o Nordeste 28,2 milhões e o Norte 21,5 milhões. Na variação mais recente, a Região Sul apresentou alta de 10,4%, enquanto o Nordeste registrou avanço de 1,8%.
O levantamento é atualizado mensalmente e serve de base para o acompanhamento do desempenho agrícola no país.