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TSE continua nesta quinta o julgamento de Jorge Seif

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomará na manhã desta quinta-feira (12) o julgamento do recurso que pede a cassação do mandato do senador catarinense Jorge Seif (PL-SC) por suposto abuso de poder econômico na campanha de 2022.

A análise foi suspensa após o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, apresentado na terça-feira (10).

No voto, o ministro se posicionou contra a perda do cargo do senador. Ele entendeu que as provas reunidas no processo não são suficientes para caracterizar abuso de poder econômico e justificar a cassação.

Ainda faltam os votos de outros seis integrantes da Corte.

A acusação

O recurso foi protocolado pela coligação Bora Trabalhar, formada pelos partidos PSD, Patriota e União Brasil.

O grupo contesta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) que, em julgamento realizado em novembro de 2023, rejeitou, de forma unânime, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e manteve o mandato do senador.

A ação movida pelo Bora Trabalhar sustenta que houve casos de favorecimento indevido à candidatura ao Senado durante as eleições de 2022.

Além de Seif Júnior, são citados no processo os suplentes Hermes Artur Klann (PL) e Adrian Rogers Censi (PL), o empresário Luciano Hang, das Lojas Havan, e Almir Manoel Atanázio dos Santos, dirigente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de São João Batista (Sincas-JB).

Entre os fatos apontados estão o uso de helicóptero cedido pelo empresário Osni Cipriani para deslocamentos em compromissos eleitorais, utilização de estrutura material e de pessoal das Lojas Havan e acesso a transporte aéreo, estúdio de gravação, canais institucionais e conteúdos digitais com finalidade política.

O pedido da coligação também menciona um possível custeio irregular de divulgação por entidade sindical durante a 21ª Semana da Indústria Calçadista Catarinense, realizada no município de São João Batista (SC).

Caso haja a condenação do senador, o mandato poderá ser cassado e o cargo submetido a nova eleição. Se houver absolvição, o processo será arquivado.

Histórico

Em abril de 2024, o TSE havia decidido, por seis votos a um, ampliar a investigação.

Na ocasião, o relator determinou que a Havan informasse os prefixos de suas aeronaves em 24 horas e que os aeroportos de Santa Catarina enviassem dados sobre pousos e lista de passageiros. Foi fixada multa de R$ 20 mil em caso de descumprimento.