O Rio Grande do Sul apresentou avanços no acesso à água potável, mas ainda enfrenta desafios no saneamento, segundo o Caderno Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) - Água potável e saneamento, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), ligado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).
O estudo reúne indicadores estaduais e nacionais e acompanha metas do ODS 6 até 2030. Em 2023, 86,4% da população vivia em domicílios atendidos por rede de abastecimento de água, percentual acima da média nacional, que foi de 83,1%.
O consumo médio diário por habitante no estado chegou a 171,56 litros, volume superior ao recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar do avanço, as perdas na distribuição de água tratada aumentaram e alcançaram 40,1% do total produzido.
No saneamento, os dados indicam diferenças regionais e sociais. O último Censo demográfico mostra que, no Brasil, 77,4% dos domicílios contam com soluções adequadas, como rede geral, rede pluvial ou fossas.
No Rio Grande do Sul, o índice é maior e atinge 85% das residências.
Ainda assim, apenas 39,1% da população gaúcha tinha acesso à coleta de esgoto em 2023, enquanto a média brasileira foi de 59,7%.
Do volume coletado no território gaúcho, 55,6% passou por tratamento. Com isso, a quantidade de efluentes efetivamente tratados caiu para 142,1 milhões de metros cúbicos, abaixo dos 152,7 milhões registrados em 2022.
O levantamento também aponta relação direta entre saneamento, renda e escolaridade. No Rio Grande do Sul, trabalhadores com acesso aos serviços tiveram rendimento médio de R$ 3.414,87. Entre aqueles sem atendimento, a média foi de R$ 2.605,77, diferença de 31%.
No Brasil, a distância foi maior, com ganhos 54,5% superiores entre pessoas atendidas. A escolaridade segue o mesmo padrão. Moradores de domicílios com saneamento apresentaram média de 9,61 anos de estudo no estado, enquanto os demais alcançaram 7,74 anos.