Por: Redação

Paraná teve melhora na qualidadedo ar em 2025

12 municípios contam com estações urbanas de monitoramento | Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Paraná apresentou melhora nos indicadores de qualidade do ar ao longo de 2025, com redução de registros de concentrações inadequadas de partículas inaláveis finas. Dados divulgados ontem (4) pelo Instituto Água e Terra (IAT) indicam queda de 14 para 3 dias com níveis acima do recomendado para 2,5 microgramas por metro cúbico (MP 2,5), em comparação com 2024.

Segundo o levantamento, nos demais dias do ano os índices permaneceram dentro do padrão nacional estabelecido pela Resolução nº 506/2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define o limite diário máximo de 50 MP para a presença desse poluente na atmosfera, associado principalmente a emissões de indústrias e veículos, com impacto direto sobre a saúde respiratória.

As informações foram obtidas a partir de uma rede coordenada pelo IAT, composta por 27 estações instaladas em áreas urbanas em diversas cidades.

Os equipamentos coletam dados de forma automática e encaminham os registros ao órgão ambiental. Em 2025, apenas 2 estações apresentaram resultados acima do limite diário, localizadas em municípios da Região Metropolitana de Curitiba (PR).

Em Colombo, foram registrados picos de 65 MP em 2 dias. Já em Araucária, o valor máximo foi de 51 MP em 1 dia. O cenário difere de 2024, quando foram observadas 14 concentrações diárias superiores ao limite, influenciadas por queimadas ao longo do ano, com ocorrências em Curitiba e Araucária.

Todos os 12 municípios monitorados atenderam ao limite máximo de 17 MP. União da Vitória apresentou a menor média anual, com 6 MP, enquanto Colombo registrou o maior índice, com 16 MP, ainda dentro do padrão permitido.

Atualmente, o monitoramento estadual conta com 21 estações públicas distribuídas em diferentes cidades, como Curitiba, Araucária, Colombo, Paranaguá, Guarapuava, Maringá, Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e União da Vitória. A estrutura é complementada por 6 unidades privadas em funcionamento no estado. Em 2025, a rede passou por reforço com a implementação e atualização de 22 estações.

A iniciativa buscou substituir equipamentos defasados e ampliar a cobertura em pontos antes não monitorados, fortalecendo a coleta de dados ambientais.

As medições também podem ser acompanhadas pela população por meio da plataforma MonitorAr, que é o sistema nacional coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reúne informações em tempo real de 168 estações ativas no Brasil.