O Paraná encerrou 2025 com o maior saldo de empregos formais da Região Sul e a 4ª colocação no ranking nacional.
O resultado foi divulgado pela Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná (SETR-PR) com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No período, o estado registrou a criação de mais de 80,6 mil vagas com carteira assinada, número que corresponde a 43,3% de todos os postos abertos na Região Sul no ano passado.
O desempenho colocou o Paraná atrás apenas de unidades da federação mais populosas. São Paulo apresentou saldo de 311,2 mil vagas, seguido por Rio de Janeiro, com quase 101 mil, e Bahia, com mais de 94,3 mil.
Na Região Sul, o total foi de 186,1 mil novos empregos, sendo 59,1 mil em Santa Catarina e 46,2 mil no Rio Grande do Sul.
Em todo o país, o saldo acumulado em 2025 chegou a cerca de 1,2 milhão de postos formais.
O resultado paranaense decorre da diferença entre pouco mais de 2 milhões de admissões e 1,9 milhão desligamentos ao longo do ano. Com isso, segundo a SETR, o estado terminou dezembro com estoque de quase 3,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Ao longo de 2025, houve saldo positivo na maioria dos meses, com exceção de dezembro, período tradicionalmente marcado por retração devido às movimentações de fim de ano.
O maior crescimento mensal ocorreu em fevereiro, com saldo de aproximadamente 39 mil vagas. Janeiro teve 16,9 mil postos, abril registrou 16,5 mil e setembro alcançou 12,2 mil.
Nos demais meses, os números também permaneceram positivos, enquanto dezembro apresentou saldo negativo de 51.087 empregos. Todos os setores da economia paranaense encerraram o ano com contratações acima das demissões.
O segmento de Serviços concentrou quase 60% das vagas abertas no ano, com 48,2 mil novos postos, impulsionado principalmente por atividades de informação, comunicação e áreas financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
Outros setores também tiveram destaque no cenário estadual. O Comércio somou 14,4 mil vagas, seguido pela Indústria, com 13,8 mil. Enquanto o setor da Construção Civil registrou saldo de 2,1 mil empregos e a Agropecuária, quase 2 mil.
Os dados indicam que a geração de empregos ocorreu de forma distribuída entre diferentes áreas da economia e regiões do estado, contribuindo para a manutenção do nível de ocupação formal ao longo de 2025.