O Rio Grande do Sul registrou saldo positivo de mais de 46,2 mil empregos com carteira assinada no acumulado de 2025, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
O resultado considera 1,6 milhão de admissões e 1,5 milhão de desligamentos ocorridos ao longo dos 12 meses. As informações foram divulgadas na quinta-feira (29/1) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e colocam o estado entre as unidades da federação com desempenho favorável no mercado formal.
Por setor
O levantamento mostra que quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas avaliados apresentaram crescimento no estado gaúcho durante o período.
O setor de Serviços liderou a geração de postos, com saldo de 33,4 mil vagas. Em seguida aparecem Comércio, com 7.030 vínculos, Indústria, com 5.050, e Agropecuária, com 1.054.
A Construção foi o único grupamento com resultado negativo, ao encerrar o ano com redução de 325 postos formais.
A maior parte das oportunidades abertas no Rio Grande do Sul foi preenchida por mulheres, responsáveis por 31,5 mil admissões líquidas, enquanto os homens ficaram com 14,7 mil.
Trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior volume de contratações, totalizando 34,2 mil vagas. A faixa etária com melhor desempenho foi a de 18 a 24 anos, que respondeu por quase 41 mil novos vínculos no estado em 2025.
Municipal
Entre os municípios gaúchos, Porto Alegre apresentou o melhor saldo no período, com 14.050 postos criados. A capital soma atualmente estoque de 590,9 mil empregos formais.
Na sequência aparecem Pelotas, com 2,3 mil vagas, Canoas, com quase 2,2 mil, Erechim, com mais de 1,7 mil, e Passo Fundo, com 1,6 mil novos vínculos.
Nacional
No cenário nacional, o Brasil encerrou o ano passado com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada.
O resultado, segundo o Governo Federal, decorre de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos registrados entre os meses de janeiro e dezembro. O estoque de vínculos ativos no país alcançou 48,47 milhões, crescimento de 2,71% em relação ao ano anterior.
Todas as cinco regiões brasileiras apresentaram desempenho positivo no acumulado do ano.
O Sudeste liderou a criação de vagas no país, com saldo de 526,3 mil postos, seguido pelo Nordeste, com 326,5 mil, e pelo Sul, que respondeu por 186,1 mil novos empregos formais. Centro-Oeste e Norte também registraram expansão, com 149,5 mil e 90,6 mil vagas, respectivamente.
No recorte por atividades em âmbito nacional, Serviços concentrou o maior avanço, com saldo de 758,3 mil postos, seguido por setores como Comércio, Indústria, Construção e Agropecuária. Enquanto em dezembro, mês marcado por retração sazonal, o país registrou saldo negativo de 618,1 mil vagas, com queda em todos os setores econômicos e em ambos os sexos.