O Paraná encerrou 2025 na primeira colocação nacional em intermediação de mão de obra pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine), com 173,7 mil trabalhadores inseridos no mercado formal por meio das Agências do Trabalhador, de acordo com informações compartilhadas pela Casa Civil estadual.
O volume corresponde a 28,24% de todas as colocações registradas no país no período, segundo dados oficiais, e garantiu ampla vantagem sobre as demais Unidades da Federação.
No ranking nacional, o Ceará apareceu na segunda posição, com quase 59,3 mil trabalhadores encaminhados a vagas formais, equivalente a 9,64% do total brasileiro. São Paulo ocupou o terceiro lugar, com mais de 48,8 mil colocações, o que representou 7,94% das intermediações realizadas ao longo do ano.
A diferença entre o Paraná e os demais estados manteve-se significativa durante todo o ano.
Em 2025, o Sine contabilizou 615,1 mil trabalhadores colocados em todo o Brasil, resultado das ações coordenadas por governos estaduais, administrações municipais e instituições.
Mais de um quarto desse volume teve origem no Paraná, reforçando o peso do Estado na execução de políticas públicas voltadas ao acesso ao emprego e à renda. A distribuição mensal dos dados indica regularidade no desempenho paranaense.
Mesmo em meses tradicionalmente marcados por menor movimentação no mercado de trabalho, como o início e o fim do ano, o estado manteve patamar elevado de encaminhamentos.
Entre julho e outubro concentrou os melhores resultados, com destaque para setembro, que registrou pouco mais de 17 mil colocações, e outubro, com 17,3 mil trabalhadores contratados.
Além do Sine, os indicadores do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) também apontaram cenário positivo.
A atualização divulgada ao longo de 2025, com informações até novembro, mostrou o Paraná na terceira posição nacional em saldo de empregos formais, tanto no acumulado do ano quanto no recorte dos últimos 12 meses, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Entre janeiro e novembro, o saldo paranaense alcançou cerca de 131,6 mil postos, resultado de 1,9 milhão de admissões e 1,7 milhão de desligamentos.
No mesmo período, apenas São Paulo, com 541,1 mil, e Minas Gerais, com 151,3 mil, apresentaram números superiores.
Já no recorte de 12 meses, o estado somou saldo de 91,8 mil vagas, com mais de 2 milhões de contratações e 1,9 milhão de demissões, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.