Santa Catarina encerrou 2025 com resultado inédito nas vendas externas de proteínas animais, ao registrar 2 milhões de toneladas embarcadas e receita de US$ 4,50 bilhões. O desempenho representa crescimento de 2,8% em volume e de 8,4% em valor na comparação com 2024, consolidando o melhor resultado da série histórica iniciada em 1997 e ampliando a participação catarinense no mercado global.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
No acumulado do ano, Santa Catarina respondeu por 19,5% do total de carnes enviadas pelo Brasil ao exterior, ocupando a segunda posição entre os estados exportadores e mantendo relevância no comércio internacional de alimentos de origem animal.
Em dezembro, os embarques somaram 193 mil toneladas, com faturamento de US$ 428,6 milhões. O resultado mensal apresentou avanço de 23,5% em quantidade e de 21,6% em receita em relação a novembro de 2025. Na comparação com dezembro de 2024, houve aumento de 14,1% no volume e de 17% no valor obtido. A carne de frango concentrou a maior parcela das remessas ao longo do ano.
Foram exportadas 1,20 milhão de toneladas, com receita de US$ 2,45 bilhões.
Em relação a 2024, o crescimento foi de 3% em quantidade e de 6,9% em faturamento. O valor alcançado é o maior da série histórica e o terceiro melhor desempenho anual em volume.
A Arábia Saudita liderou como principal destino, com 11,9% da receita anual, seguida pelos Países Baixos, com 11,6%, e pelo Japão, com 10,4%.
No cenário nacional, Santa Catarina concentrou 25,6% da receita e 23,3% do volume brasileiro de carne de frango exportado, permanecendo como o segundo maior vendedor do país.
As vendas externas de carne suína também atingiram patamar histórico. No acumulado de 2025, foram embarcadas 748,8 mil toneladas, com receita de US$ 1,85 bilhão.
O avanço foi de 4,1% em quantidade e de 9,4% em valor frente ao ano anterior, mantendo o estado como principal produtor e exportador nacional, respondendo por 50,9% do volume e 51,8% da receita das exportações brasileiras de carne suína.
Os principais mercados foram Japão, Filipinas e China. Já o México alcançou a quarta posição, com elevação de 78,7% em quantidade e de 82,8% em receita na comparação anual. O estado também ampliou as remessas de carne de peru, com aumento de 6,9% em volume e crescimento de 60,3% no faturamento.